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Operação prende três policiais e informante suspeitos de integrar organização criminosa no Ceará

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Ação do MPCE cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em quatro municípios do Ceará e do Maranhão; armamentos, bloqueador de GPS e drone foram apreendidos.

Uma operação do Ministério Público do Ceará (MPCE) prendeu três policiais e um informante do sistema prisional suspeitos de envolvimento em uma organização criminosa. A Operação Dupla Face foi realizada nesta quinta-feira (29) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) com o objetivo de prender o grupo.

Além das prisões, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Fortaleza, Maracanaú e Aquiraz, no Ceará, e em Capinzal do Norte, no Maranhão. Durante a ação, foram apreendidos armamentos, um bloqueador de GPS e um drone que, segundo as investigações, pode ter sido utilizado nas atividades do grupo.

Como o grupo agia

Operação prende três policiais e informante suspeitos de integrar organização criminosa no Ceará — Foto: MPCE/Divulgação

Operação prende três policiais e informante suspeitos de integrar organização criminosa no Ceará — Foto: MPCE/Divulgação

De acordo com as investigações, o grupo contava com um integrante de uma organização criminosa para comprar drogas. Em seguida, os agentes simulavam uma abordagem utilizando uma viatura caracterizada.

Segundo o MPCE, os envolvidos não formalizavam as ocorrências, nem realizavam prisões ou apreensões após as abordagens.

O Gaeco suspeita que os agentes utilizavam o vínculo funcional com os órgãos de segurança para praticar atividades ilícitas, por meio de uma atuação coordenada e de uma estrutura organizada.

As investigações também identificaram o uso de recursos logísticos e tecnológicos para viabilizar as ações, incluindo veículos locados, um drone e um bloqueador de sinal de GPS.

O caso segue sob investigação para esclarecer os fatos e identificar outros possíveis envolvidos. Segundo o Ministério Público, o processo está em sigilo.

A operação contou com o apoio da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Polícia Civil do Ceará, além da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) do Maranhão e do Gaeco do Ministério Público do Maranhão (MPMA).

G1 CE

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