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16 de agosto de 2026
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Zema inicia campanha em Montes Claros e defende construir ‘superpresídio’ e reduzir maioridade penal

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Candidato do Novo começou a agenda eleitoral neste domingo (16) com missa e ato no Centro da cidade. Em entrevista, também falou sobre política externa e segundo turno.

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) iniciou a campanha eleitoral neste domingo (16), em Montes Claros, no Norte de Minas, e apontou o combate à corrupção, o controle dos gastos públicos e a segurança como prioridades da candidatura.

Zema começou a agenda com uma missa na Igreja Matriz, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José, no Centro da cidade. Ao lado dele estavam o candidato a deputado federal Marcus Vinicius (Novo) e a esposa dele.

Depois da visita ao mercado, o candidato participou de um almoço com candidatos a deputado estadual e federal pelo Novo. Em seguida, a previsão era que viajasse para São Paulo, onde teria novos compromissos de campanha. Os detalhes da agenda em SP não foram divulgados.

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Ao falar sobre as prioridades da campanha presidencial, Zema afirmou que pretende promover o que chamou de “três choques” no país.

“Nós temos três pilares. Vamos dar três choques no Brasil. Um choque ético e moral, para acabar com a corrupção. Um choque contra a gastança do Lula e do PT, para os juros cair e o dinheiro do brasileiro voltar a valer. E também um choque contra as facções e organizações criminosas, para acabar com esse país em que o crime está dominando.”

Zema afirmou ainda que pretende enquadrar facções e organizações criminosas como terroristas. Durante a entrevista, disse que 60 milhões de brasileiros vivem em áreas controladas por esses grupos. O número foi citado pelo candidato.

Romeu Zema (Novo) fala durante o primeiro ato de sua campanha à Presidência, neste domingo (16), em Montes Claros (MG). — Foto: Reprodução

Romeu Zema (Novo) fala durante o primeiro ato de sua campanha à Presidência, neste domingo (16), em Montes Claros (MG). — Foto: Reprodução

Por que Montes Claros?

Questionado sobre a escolha de Montes Claros para iniciar a campanha, Zema relacionou a decisão a ações realizadas no Norte de Minas durante os dois mandatos dele como governador.

O candidato citou a estrutura da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), a adutora do Rio São Francisco, melhorias em rodovias, o Vale do Lítio e a instalação de indústrias.

Segundo ele, a região simboliza o modelo de desenvolvimento que pretende levar para o restante do país. “O Norte de Minas hoje, Montes Claros, é um exemplo do Brasil que dá certo.”

Antes da entrevista, a campanha já havia informado que a escolha de Montes Claros partiu do próprio candidato. A assessoria também relacionou a decisão à admiração de Zema por Humberto Souto, ex-prefeito da cidade e ex-deputado que representou a região e morreu em fevereiro de 2025.

Segurança pública

Na área de segurança pública, Zema afirmou que pretende “aumentar o custo do crime”. Entre as medidas apresentadas estão a redução da maioridade, a construção de mais presídios e a criação de uma unidade no Norte do país.

“Vou construir um superpresídio no Norte do Brasil, para onde nós vamos levar todos os líderes de organizações e facções criminosas.”

O candidato também falou sobre medidas de proteção às mulheres. Ele defendeu a ampliação de delegacias especializadas no atendimento à mulher, o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica por agressores e mecanismos para alertar a vítima caso o agressor se aproxime.

Zema também defendeu ações de orientação a crianças para que situações de violência doméstica sejam identificadas e comunicadas à polícia.

Zema em Montes Claros acompanhado do prefeito Guilherme Guimarães e vice Otávio Rocha. — Foto: Bruno Lima/Inter TV

Zema em Montes Claros acompanhado do prefeito Guilherme Guimarães e vice Otávio Rocha. — Foto: Bruno Lima/Inter TV

Campanha fora de Minas

Questionado sobre levantamentos que indicam que é menos conhecido fora de Minas Gerais, Zema disse que está percorrendo o país para ampliar a presença nacional.

O candidato afirmou que tem crescido nas redes sociais e usou a passagem pelo governo de Minas como argumento para apresentar a candidatura. Também comparou a administração dele no estado com a do governo federal, fazendo críticas ao número de ministérios e ao uso de sigilo pelo governo do presidente Lula.

Política externa

Zema também foi questionado sobre a política externa que pretende adotar caso seja eleito, especialmente nas relações com Estados Unidos e China.

Ele disse que pretende seguir uma estratégia semelhante à adotada durante o governo de Minas, com viagens para buscar investimentos. Durante a entrevista, afirmou que o estado recebeu mais de R$ 330 bilhões em investimentos privados e criou mais de 1 milhão de empregos durante a gestão dele. Os números foram apresentados pelo candidato.

Zema criticou a condução da relação do governo federal com os Estados Unidos e a aproximação do Brasil com Cuba, Irã e Venezuela. Também criticou questionamentos ao dólar como moeda nas relações internacionais.

Ao comentar as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, Zema afirmou que o governo brasileiro provocou uma reação do país. Ele defendeu uma postura mais pragmática nas relações internacionais e comparou a relação entre países ao tratamento dado por uma empresa aos clientes.

Segundo turno

Ao ser questionado sobre o número de candidaturas de direita e uma eventual composição no segundo turno, Zema afirmou que espera avançar na disputa e disse acreditar na união desse campo político.

“Estarei no segundo turno e tal como aconteceu no Chile, toda a direita vai estar unida. Eu já disse que no segundo turno, qualquer um que tiver contra o PT, tem o meu voto.”

O candidato comparou o cenário ao processo eleitoral do Chile, citando a existência de diferentes candidaturas de direita no primeiro turno e uma união posterior.

Início da campanha eleitoral

A campanha eleitoral começou oficialmente neste domingo (16). Com isso, os candidatos à Presidência podem pedir votos explicitamente e realizar atos como comícios, carreatas e passeatas.

A propaganda eleitoral na internet também está liberada. Na TV e no rádio, a propaganda eleitoral começa em 28 de agosto.

G1

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