Animal tinha pneu preso ao bico e deve integrar exposição sobre poluição marinha
Lucas Machado CoelhoItajaí
Compartilhe
Receba as principais notícias no WhatsApp
Peixe marlin é encontrado morto em Balneário Piçarras.Foto: Mauricio Guartela/Reprodução/ND Mais
Uma cena comovente registrada na manhã de segunda-feira (10) em Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina, chamou a atenção de moradores e ambientalistas. Um peixe marlin, de grandes proporções, foi encontrado morto na faixa de areia com um pneu preso ao bico — provável causa da morte do animal.
O flagrante foi feito pelo fotógrafo e ambientalista Mauricio Guartela, que realizava registros do amanhecer na praia quando se deparou com o peixe.
Conteúdos em alta
Em vídeo publicado nas redes sociais, ele desabafa: “Hoje me deparei com uma cena muito triste… Um peixe enorme, que acredito ser um marlin, apareceu morto na beira da praia. E o pior de tudo: com um pneu preso no bico — provavelmente a causa da sua morte”.
Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google.
Veja o vídeo:
Fotógrafo encontra peixe marlin morto com pneu preso no bico em Balneário Piçarras.Vídeo: Mauricio Guartela/Reprodução/ND Mais
Segundo Guartela, o animal pode pesar entre 150 kg e 200 kg. “É de partir o coração ver o impacto que nós, seres humanos, causamos na natureza. Nossos resíduos estão matando vidas que nem têm culpa da nossa falta de cuidado”, lamentou.
Peixe marlin: gigante dos mares ameaçado pela poluição
O peixe marlin é uma espécie oceânica de grande porte, conhecida pelo corpo alongado e o bico em forma de lança. Pode atingir até 5 metros de comprimento e pesar mais de 600 kg.
É um predador ágil e importante para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos. No entanto, como outras espécies, sofre com os impactos da poluição humana, especialmente o descarte irregular de resíduos no mar.
Após o registro, Guartela acionou o Museu Oceanográfico da UNIVALI (Universidade do Vale do Itajaí), localizado no próprio município. “Acionei o pessoal do museu, lugar onde já tive a oportunidade de trabalhar, e eles vão coletar o animal pra deixar exposto na ala que fala justamente sobre poluição nos oceanos”, explicou.
A equipe do museu confirmou que irá utilizar a cabeça do peixe na nova ala expositiva, que trata dos impactos da ação humana nos mares. A iniciativa busca transformar a tragédia em uma ferramenta de educação ambiental.
“Que essa triste cena sirva como alerta e ferramenta de educação ambiental. A natureza tá pedindo socorro, e a responsabilidade é de todos nós. Bora se conscientizar e cuidar melhor do nosso planeta!”, finalizou o fotógrafo.
R7








