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União Brasil e PP anunciam que filiados devem deixar cargos no governo Lula

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Anúncio foi feito pelo presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e pelo presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Mesmo sendo considerados parte da cota do União Brasil, os ministros do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e das Comunicações, Frederico Siqueira, devem ser poupados nas mudanças.

Isso porque eles não são filiados aos partidos atualmente e são apadrinhados pelo presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP).

Os presidentes não comentaram a situação do presidente da Caixa, Carlos Vieira, tido como um indicado do ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL), uma das lideranças do PP.

A decisão de Nogueira e Rueda também foi tomada após reunião, na manhã da segunda-feira (2), com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, onde ficou acertado que haverá também uma defesa pública do PP e do União a projetos que buscam garantir anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.

Relação com o governo

A avaliação interna União Brasil é de que a situação se tornou insustentável após o presidente Lula dizer que o presidente do partido não gosta dele, nem do governo. Lula disse que também não gosta de Rueda.

Após a fala de Lula, Antonio Rueda soltou uma nota rebatendo o presidente.

“A fala do presidente evidencia o valor da nossa independência e a importância de uma força política que não se submete ao governo”, dizia trecho da nota.

Antonio Rueda, presidente do União Brasil — Foto: Divulgação

Antonio Rueda, presidente do União Brasil — Foto: Divulgação

A fala aconteceu durante reunião ministerial em que Lula também cobrou os ministros do União Brasil e do Progressistas a tomarem lado e saírem em defesa do governo.

Leia o comunicado:

“Comunicado da Federação União Progressista

Informamos a todos os detentores de mandato que devem renunciar a qualquer função que ocupem no governo federal.

Em caso de descumprimento desta determinação, se dirigentes desta Federação em seus estados, haverá o afastamento em ato contínuo. Se a permanência persistir, serão adotadas as punições disciplinares previstas no Estatuto.

Esta decisão representa um gesto de clareza e de coerência. É isso que o povo brasileiro e os eleitores exigem de seus representantes.

Brasília, 02 de setembro de 2025″

G1

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