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‘Professora mandou a gente sentar no chão e apagou a luz’, diz aluna após ataque a tiros em escola no AC

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Duas inspetoras foram mortas no Instituto São José, em Rio Branco, nesta terça-feira (5). Aulas da tarde ocorriam no momento do ataque e estudantes se jogaram ao solo para se proteger. Adolescente foi apreendido.

Os estudantes da escola onde um ataque a tiros deixou duas servidoras mortas e alunos feridos em Rio Branco se jogaram ao chão das salas de aula ao perceberem os disparos.

Uma estudante de 11 anos, que cursa o sexto ano, contou ao g1 que a professora dela orientou a turma durante a emergência e apagou as luzes da classe.

“Quando começaram os tiros, a professora mandou a gente sentar no chão e apagou a luz. Depois chamou a gente pra entrar, sentar perto da porta, pra não entrarem”, disse.

Aluna permaneceu no local à espera de informações sobre o ataque junto à mãe — Foto: Walace Gomes/g1

Aluna permaneceu no local à espera de informações sobre o ataque junto à mãe — Foto: Walace Gomes/g1

A aluna permaneceu no local à espera de mais informações sobre o ataque junto à mãe, que soube do caso após uma colega da filha conseguir utilizar o celular.

“Porque na escola não pode ter telefone, cada aluno tem que pedir autorização para ter. Então, como a minha filha é diabética, ela tem que estar com o telefone. Só que no momento ela não conseguiu pegar, mas a colega dela estava com o telefone na cintura e conseguiu ligar para a mãe e ligar para mim”, relatou a mulher.

A mãe da estudante é autônoma e estava trabalhando na Feira da Economia Solidária, que ocorre no Centro da capital, próximo à escola, e foi para o local assim que soube do que havia ocorrido.

“Eu vim mesmo em seguida, não demorei nem 5 minutos pra chegar. Eu vim desesperada, liguei o alerta do carro e saí buzinando até chegar aqui”, contou.

Por conta do ataque, as aulas em todos os colégios estaduais foram suspensas por três dias.

Ataque ocorreu no Instituto São José, que fica no Centro de Rio Branco — Foto: Reprodução/g1

Ataque ocorreu no Instituto São José, que fica no Centro de Rio Branco — Foto: Reprodução/g1

Ataque durante aula

g1 apurou que os alunos do turno da tarde já estavam em aula quando ouviram os disparos. Ainda conforme relatos ouvidos dos sobreviventes, os alunos ficaram muito assustados no momento do ataque, se jogaram no chão e tentaram fazer barricada com cadeiras.

Ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão no colégio atendendo os feridos. Equipes das polícias Militar e Civil, incluindo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) estão no local.

À Rede Amazônica Acre, o comandante do Bope, coronel Felipe Russo, disse que as duas vítimas são inspetoras do colégio. Segundo o coronel, nenhum aluno foi ferido gravemente.

“Um aluno foi atingido na perna somente. Um adulto também ficou ferido. Infelizmente, tivemos duas funcionárias que estão em óbito. A informação em que um aluno de 13 anos pegou a arma no padrasto, veio e fez esses disparos. Os disparos ocorreram em um corredor que dá acesso à sala da diretora. Ele não teve acesso às salas de aulas”, confirmou o coronel.

Segundo o Bope, o suspeito do ataque é um aluno do colégio de 13 anos. Ele foi apreendido. O coronel confirmou que outros alunos, que supostamente sabiam do ataque, foram identificados pela Polícia Militar.

“Os alunos que sabiam desse fato e, de certa forma colaboraram para que ocorresse, já foram identificados e em breve a Polícia Militar vai encontrá-los”, ressaltou.

O coronel confirmou que encontrou várias cápsulas e carregadores da arma no chão. O comandante disse também que as servidoras mortas foram encontradas caídas no corredor.

“São sei dizer quantos disparos ele fez. As servidoras estavam caídas, aparentemente foram atingidas pela frente. Só saberemos quando a perícia vier e fazer o levantamento”, complementou.

Samu foi acionado para socorrer os feridos dentro do colégio — Foto: Arquivo pessoal

Samu foi acionado para socorrer os feridos dentro do colégio — Foto: Arquivo pessoal

G1

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