detailingshop-header-pic1
Fortaleza tem 12 trechos de praia próprios para banho neste fim de semana; veja lista
1 de fevereiro de 2025
Assembleia do Ceará retoma trabalhos com três focos; Saiba quais são
1 de fevereiro de 2025
1 de fevereiro de 2025

Presidente do Senado pela segunda vez, Alcolumbre é articulador experiente e não deve ter alinhamento total ao Planalto

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Força do novo presidente está em atender às demandas internas do Senado, apontaram colegas. Palácio do Planalto teme que Alcolumbre não seja um filtro contra iniciativas da oposição.

O Senado Federal elegeu neste sábado (1º) o senador Davi Alcolumbre (União-AP), 47 anos, para a presidência da Casa pelos próximos dois anos. O mandato vai até o início de 2027. Esta é a segunda vez que Alcolumbre assume o comando do Senado, após ter presidido a Casa entre 2019 e 2021.

Ele obteve 73 votos dos 81 senadores.

Alcolumbre é conhecido pela força nos bastidores e pela habilidade de construir consensos. Mesmo na presidência de seu antecessor, Rodrigo Pachedo (PSD-MG), ele exercia influência na Casa e presidiu a comissão mais importante, a de Constituição e Justiça.

Davi Alcolumbre comemora após ter sido eleito presidente do Senado — Foto: VInícius Cassela/g1

Davi Alcolumbre comemora após ter sido eleito presidente do Senado — Foto: VInícius Cassela/g1

Nesta eleição, conseguiu o apoio tanto do PT quanto do PL, partidos que dividirão as vice-presidências da Casa: Eduardo Gomes (PL-TO) ocupará a primeira vice e Humberto Costa (PT-PE), a segunda.

Entre as legendas, apenas Novo e PSDB não o apoiaram, enquanto o Podemos liberou a bancada.

Leia também:

Davi Alcolumbre (União-AP), sentado ao centro, conversa com senadores no plenário do Senado — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Davi Alcolumbre (União-AP), sentado ao centro, conversa com senadores no plenário do Senado — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Os colegas dizem que muito de sua força está em atender às demandas internas do Senado.

Em seu discurso na eleição, neste sábado, ele deixou isso bem claro:

“Não haverá democracia forte sem um Congresso livre, sem um Parlamento firme, sem um Senado soberano, autônomo, e independente”, afirmou.

Alcolumbre também sinalizou que vai batalhar pela liberação das emendas parlamentares, suspensas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou falta de transparência no processo. O governo havia acertado a liberação da verba em acordo com o parlamento.

Agora, Alcolumbre diz que acordo feito tem que ser acordo cumprido. A articulação sobre as emendas e a negociação da distribuição dos recursos é um dos trunfos de Alcolumbre entre os colegas desde o primeiro mandato à frente do Senado.

“Daí coloco um terceiro compromisso para o qual me empenharei com determinação: acordo firmado é acordo cumprido até que um novo acordo ou uma nova maioria pense diferente”, afirmou .

A forma como Alcolumbre é visto pelos colegas pode ser resumida em um caso ocorrido durante sua primeira vitória para o comando do Senado.

Durante a eleição de 2019, Renan Calheiros (MDB-AL) desistiu da disputa e reconheceu a força do adversário:

“O Davi não é Davi, o Davi é o Golias”, afirmou à época.

G1

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Ver mais

19 de janeiro de 2026
Compartilhe a notícia Facebook Twitter Linkedin Whatsapp Gmail Fortaleza e Guaramiranga têm de 41% a 70% de possibilidade de registrar precipitações. A Fundação Cearense de Meteorologia […]
19 de janeiro de 2026
Compartilhe a notícia Facebook Twitter Linkedin Whatsapp Gmail Anote aí o novo número da Coordenadoria de Políticas Públicas sobre Drogas: (85) 9 8149-2920! Por esse canal […]