detailingshop-header-pic1
Navigating online casino bonuses without the usual clutter or confusion
10 de julho de 2026
Test Post Created
10 de julho de 2026
10 de julho de 2026

Porto, ferrovia e energia: a vez do Ceará

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Escrito por

Allisson Martinsallissonmartins@unifor.br

O Brasil é um gigante que insiste em andar preferencialmente no modal rodoviário. Produzimos frutas, grãos, minério e proteína para o mundo inteiro, mas escoamos quase tudo pela estrada, que é o jeito mais caro, mais lento e mais arriscado de transportar carga pesada por longas distâncias.

Veja também

Allisson Martins

Inadimplência bate recorde no Brasil e atinge marca histórica em oito estados; veja ranking

Allisson Martins

Eletrodomésticos disparam e materiais de construção afundam no Ceará; veja números

Allisson Martins

A economia prateada bate à porta do Ceará

ESTUDO DO ETENE E INVESTIMENTOS EM TRANSPORTES

Um estudo recente do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), unidade de inteligência econômica do Banco do Nordeste, de autoria do pesquisador Fernando Vianna, mostra que o país convive com um hiato de R$ 206 bilhões por ano entre o que investe e o que precisaria investir em infraestrutura de transportes.

Mesmo com os investimentos saltando de R$ 36 bilhões em 2022 para R$ 76,5 bilhões em 2025, a conta ainda não fecha. Para o Nordeste, vale ressaltar, a cada 10% a mais de investimento em transporte, eleva em 0,7% a renda por habitante da região, contra apenas 0,05% nas áreas mais desenvolvidas do País. Contudo, enquanto os portos nordestinos avançaram nos últimos anos, com expansão de capacidade e atração de investimento privado, as ferrovias ficaram para trás.

TRANSNORDESTINA E O PORTO DO PECÉM

É justamente aqui que o Ceará tem uma carta na mão. A Nova Transnordestina, com 1.206 km ligando Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém, está com aproximadamente 80% das obras concluídas, tem previsão de finalização em 2027. Quando o “trilho chegar ao mar”, o Pecém vira a saída atlântica natural da produção do Piauí, do Maranhão e do oeste baiano.

A NOVA DINÂMICA INDUSTRIAL: TRINÔMIO PORTO-FERROVIA-ENERGIA

O mesmo estudo do Etene identifica uma mudança de lógica nos portos nordestinos, uma vez que eles deixam de ser apenas pontos de embarque e desembarque e passam a funcionar como plataformas industriais, e agora também, energéticas.

Ei Fortaleza! Comece a jogar com menos de 1 real na BetMGM e ainda concorra ao MGM do …

BetMGM

À antiga combinação “indústria–porto” somam-se agora o binômio “ferrovia–porto” e, mais recentemente, a “energia–porto”. Quando os três se encontram, forma-se o que o estudo do Etene chama de trinômio energia–ferrovia–porto.

O Pecém é o retrato dessa convergência. Ao mesmo tempo em que recebe os trilhos da Transnordestina, o complexo concentra projetos bilionários, de hidrogênio verde, termelétrica e data centers.

Em Pernambuco, o Porto de Suape segue o mesmo caminho, com um “cais de transição energética” voltado a combustíveis sustentáveis como o e-metanol e o SAF, o querosene de aviação verde.

Assim, porto, ferrovia e energia, juntos, viram um ímã de indústria.

O Ceará reúne uma combinação rara, com porto competitivo, ferrovia chegando e uma fila de investimentos em energia limpa. Falta “assentar o último trilho” e transformar essa geografia privilegiada em vantagem econômica duradoura, especialmente para a indústria.

Grande abraço,

DIÁRIO DO NORDRSTE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Ver mais

10 de julho de 2026
Compartilhe a notícia Facebook Twitter Linkedin Whatsapp Gmail Segundo empreendimento de hiperescala na região do Pecém deve empregar 15 mil trabalhadores na fase de obra. O segundo […]
10 de julho de 2026
Compartilhe a notícia Facebook Twitter Linkedin Whatsapp Gmail Estão abertas as inscrições para os cursos de Inteligência Artificial na Prática e Manutenção de Smartphones. Arraste para […]