Conteúdo foi enviado no dia da prisão do banqueiro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mandou a Daniel Vorcaro quatro mensagens autodestrutivas, do tipo que desaparecem alguns segundos após a visualização, no dia 17 de novembro de 2025, data da prisão do banqueiro. Segundo os dados obtidos pela Polícia Federal (PF), os conteúdos foram enviados às 8h16, 17h31, 20h21 e 20h23.

As mensagens tratam-se de respostas enviadas pelo magistrado a uma série de declarações feitas pelo empresário a partir das 7h19 da manhã. Para evitar deixar registros do conteúdo, eles escreviam no bloco de notas do celular e enviavam a captura de tela por meio de visualização única no WhatsApp.
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Segundo a PF, às 7h19 da manhã Vorcaro disse a Moraes que estava tentando avisar seus investidores sobre seus planos para salvar o Banco Master e vender a instituição. Às 17h22, o empresário disse que “fez o que deu” e que iria “anunciar parte da transação”.
Dois minutos a seguir, ele perguntou ao ministro:
– Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear? – indagou.
Por fim, às 20h48 ele sinalizou que estava saindo do país.
– Tô indo assinar com os investidores de fora e estou online – assinalou.
Os conteúdos das respostas de Moraes não puderam ser obtidos por meio do celular de Vorcaro. Sabe-se, porém, que a PF identificou um total de 187 interações entre o banqueiro e o contato do ministro.
Como mostrou o Pleno.News, Mendonça sugeriu que as novas revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, na investigação do caso Master, sejam levadas ao plenário da Corte. Na decisão que quebrou o sigilo das investigações, nesta terça-feira (1°), Mendonça ressaltou a necessidade de uma análise pública da ação.

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