Estrutura paralela funcionava para proteger interesses ligados ao banco e à família Vorcaro
Nesta quinta-feira (14), a Polícia Federal (PF) cumpriu mandados contra investigados por suposto apoio ao esquema do Banco Master. A ação faz parte da sexta fase da Operação Compliance Zero e teve autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Segundo a investigação, a organização mantinha uma estrutura paralela formada por policiais federais e hackers. O grupo teria atuado para proteger interesses ligados ao Banco Master e à família Vorcaro, com ações de monitoramento ilegal, acesso a dados sigilosos e intimidação.
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De acordo com a decisão judicial, a estrutura era dividida em dois grupos. Um deles, chamado de “A Turma”, reunia policiais da ativa, aposentados e operadores do jogo do bicho. Já “Os Meninos” era formado por especialistas em invasões cibernéticas e derrubada de perfis em redes sociais.
A PF afirma que os dois núcleos eram coordenados por Felipe Mourão. O financiamento das ações teria partido de Henrique Moura Vorcaro, que, segundo a investigação, solicitava serviços de monitoramento e coação.
Na operação desta quinta, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. Entre os alvos estão agentes públicos suspeitos de usar cargos para favorecer o grupo.
A delegada Valéria Vieira Pereira da Silva foi afastada do cargo após ser alvo de busca e apreensão. Ela é investigada por supostamente repassar informações sigilosas da PF e de órgãos internacionais ao grupo.
– No caso de Valéria os elementos reunidos indicam que sua atuação teria ido além de mera proximidade com investigados, assumindo papel relevante no fornecimento de informações sigilosas ao grupo criminoso denominado “A Turma” – afirma a decisão.
O texto aponta ainda que a delegada teria acessado um inquérito da Superintendência da PF em São Paulo sem relação com suas funções em Minas Gerais.
Francisco José Pereira da Silva, marido de Valéria e agente aposentado da PF, também é investigado. A suspeita é de que ele tenha intermediado o envio de dados sigilosos ao grupo liderado por Marilson Roseno da Silva.
Marilson é apontado como líder operacional de “A Turma”. Segundo a PF, ele coordenava ações de monitoramento, intimidação e obtenção de informações reservadas. Mesmo preso, teria continuado recebendo detalhes sobre diligências policiais.
Outro investigado é Anderson Wander da Silva Lima, agente da PF da ativa. A investigação aponta que ele realizava consultas ilegais nos sistemas internos da corporação e repassava os dados ao grupo em troca de vantagens financeiras.
Por meio de nota, o advogado de Henrique Moura Vorcaro, Eugênio Pacelli, contestou a decisão judicial.
– O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar o que estamos a dizer ainda hoje [quinta-feira] – completou o advogado.
A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos demais citados até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para manifestações.
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