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Operação prende suspeitos de causar prejuízo de R$ 10 milhões com golpe do falso advogado no CE e em SC

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Sete mandados de prisão são cumpridos na operação. Ação integrada entre polícias civis dos dois estados e o Ministério da Justiça investiga organização criminosa que movimentava milhões de reais por meio de fraudes eletrônicas.

Uma operação integrada das polícias civis do Ceará e de Santa Catarina, com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, cumpre nesta terça-feira (16) 15 mandados judiciais contra uma organização criminosa investigada por aplicar o chamado golpe do falso advogado. Cinco pessoas foram presas suspeitas de causar prejuízo de R$ 10 milhões às vítimas, conforme a investigação do caso.

Ao todo, são cumpridos sete mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão. No Ceará, as ações ocorrem nos municípios de Fortaleza e Maracanaú.

🔎 O golpe do falso advogado consiste em se passar por advogado para enganar vítimas que possuem processos judiciais. Os criminosos entram em contato, geralmente pelo WhatsApp, informando falsamente que há valores a serem liberados em ações na Justiça e solicitam transferências bancárias sob o pretexto de pagamento de taxas. O Ceará se tornou um dos principais polos desse tipo de fraude no país.

Sofisticação e organização

Operação mira grupo suspeito de aplicar golpe do falso advogado no CE e em SC — Foto: Reprodução

Operação mira grupo suspeito de aplicar golpe do falso advogado no CE e em SC — Foto: Reprodução

Os investigadores identificaram uma estrutura considerada sofisticada e organizada, composta por núcleos responsáveis pela execução das fraudes, setores encarregados do gerenciamento financeiro dos valores obtidos ilegalmente e mecanismos destinados a ocultar a movimentação dos recursos e dificultar a identificação dos envolvidos.

De acordo com a apuração policial, a organização movimentava milhões de reais por meio de contas bancárias utilizadas no esquema.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa e estelionato mediante fraude eletrônica. As penas máximas previstas para os dois delitos somadas podem chegar a 16 anos de prisão por investigado, além de multa, sem considerar agravantes ou outros crimes que venham a ser identificados durante a investigação.

As autoridades informaram que as apurações continuam para identificar outros participantes do esquema, mapear toda a estrutura da organização criminosa e dimensionar os prejuízos causados às vítimas.

A investigação é conduzida pela 6ª Delegacia de Polícia de Joinville, em Santa Catarina, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) e da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Operação mira grupo suspeito de aplicar golpe do falso advogado no CE e em SC — Foto: Divulgação

Operação mira grupo suspeito de aplicar golpe do falso advogado no CE e em SC — Foto: Divulgação

G1 CE

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