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Nunes Marques assume presidência do TSE e diz que sistema eletrônico é ‘patrimônio institucional da democracia’

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Ministro André Mendonça assumiu a vice-presidência. Ministros estarão à frente do tribunal nas eleições de outubro, quando serão eleitos presidente, governadores, senadores e deputados.

O ministro Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira (12). O ministro André Mendonça assumiu a vice-presidência.

Marques estará no comando da Corte Eleitoral nas eleições de outubro, que vai eleger o novo presidente, senadores, deputados e governadores. Ele vai suceder a ministra Cármen Lúcia, que esteve à frente do tribunal nas eleições de 2024.

Nunes Marques foi eleito para a posição em abril deste ano. Nunes fica no comando do TSE até maio de 2027.

Em dicurso após assumir a presidência, Nunes Marques disse que o sistema eletrônico de votação “constitui patrimônio institucional da democracia”.

“O sistema eletrônico de votação brasileiro constitui um patrimônio institucional da nossa democracia. No Tocante à recepção e a apuração dos votos, nosso sistema é o mais avançado do mundo. 
E essa condição de destaque global não impede o constante aperfeiçoamento do nosso dia”.

O ministro defendeu “equilíbrio e prudência” nas eleições e disse que “um pleito somente será bem sucedido se capturar fielmente a voz de cada um dos seus cidadãos”.

A cerimônia de posse contou com a presença de autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Como funciona o TSE

Tribunal Superior Eleitoral é composto por sete ministros:

  • três são também ministros do Supremo Tribunal Federal;
  • outros dois também são ministros do Superior Tribunal de Justiça;
  • mais dois são da chamada classe dos juristas, advogados nomeados para o cargo.

A atuação é temporária: os magistrados são escolhidos para atuar em períodos de dois anos, renováveis por mais dois.

A presidência da Corte Eleitoral é sempre exercida por um dos três ministros do Supremo que estão na composição naquele momento.

O TSE é o órgão máximo da Justiça Eleitoral, responsável pela organização e administração do processo de escolha dos ocupantes de mandatos eletivos.

O ministro Nunes Marques durante o julgamento no TSE — Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

O ministro Nunes Marques durante o julgamento no TSE — Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

Perfis dos ministros

  • Nunes Marques – presidente

O ministro Kassio Nunes Marques é natural de Teresina (PI). Chegou ao TSE em 2021, como ministro substituto. Em 2023, tornou-se ministro efetivo. Em 2024, assumiu a vice-presidência da Corte Eleitoral.

Na Justiça Eleitoral, recentemente foi o relator do conjunto de normas que vão regular o processo eleitoral de 2026. Nunes Marques será o presidente do TSE nas eleições de outubro.

O ministro compõe o Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2020. Antes, atuou como advogado e foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí entre 2008 e 2011. Também foi desembargador federal e vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que tem sede em Brasília.

Na área acadêmica, é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), mestre em Direito pela Universidade Autônoma de Lisboa, em Portugal, e doutor e pós-doutor pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

  • André Mendonça – vice-presidente

André Luiz de Almeida Mendonça nasceu em Santos (SP). É ministro do Supremo Tribunal Federal desde dezembro de 2021. Antes de chegar ao STF, compôs o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro como ministro da Justiça e como ministro da Advocacia-Geral da União.

No Supremo, Mendonça substituiu o ministro Marco Aurélio Mello, que se aposentou.

Foi indicado ao TSE pela primeira vez em 2022, como ministro substituto. Em junho de 2024, passou a ministro efetivo.

O magistrado é pós-graduado em Direito Público pela Universidade de Brasília (UnB). Também é mestre e doutor em Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

G1

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