João Munhoz Neto não foi localizado neste domingo (20); sua mãe teve celular e tablet apreendidos durante diligência da Polícia Civil.
O namorado de Isabelle Caracristi, João Munhoz Neto, é procurado pela Polícia Civil após novas diligências realizadas neste domingo (20). A estudante foi encontrada morta em um condomínio na Aldeota, em Fortaleza.
No início desta noite, a Polícia Civil localizou a mãe de João Munhoz na praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido, e o celular e um tablet dela foram apreendidos para perícia.
A mulher morava no apartamento e teria saído com o filho na noite da morte.
João Munoz Neto, porém, não foi localizado pelas equipes policiais. As informações são da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS), por meio de nota divulgada na noite deste domingo.
Porém, o texto não explicou por que o namorado de Isabelle está sendo procurado. Assim, também não foi respondido se existe um mandado de prisão contra ele, se a intenção é localizá-lo para prestar esclarecimentos ou se a Polícia Civil pretende cumprir algum mandado, a exemplo do de busca e apreensão para recolher o celular e outros pertences, como foi feito com a mãe do bacharel em Direito.

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A reportagem do Diário do Nordeste questionou a SSPDS sobre essas possibilidades, mas não recebeu esclarecimento até a publicação desta matéria.
Também não foi informado pela Secretaria se João é considerado suspeito pela morte de Isabelle.
Polícia faz novas perícias no condomínio
A nota da SSPDS informa ainda que a Polícia Civil e a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) realizaram novas diligências no condomínio La Piazza, na Aldeota, onde Isabelle morava com João e familiares dele.
A Pefoce voltou ao local neste domingo (20) para realizar exames complementares nas áreas comuns do condomínio e no apartamento onde a estudante vivia.
Também foram feitas novas coletas de vestígios para análise de DNA. Um drone foi utilizado para obter novas imagens do local.
Segundo a pasta, essas diligências ainda estão em andamento e integram o trabalho para esclarecer a dinâmica da morte.
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Perícia aponta politraumatismo como causa da morte
A secretaria ainda informa que o laudo cadavérico apontou politraumatismo como causa da morte de Isabelle. As lesões encontradas no corpo seriam compatíveis com impacto contra o solo.
Exames laboratoriais não identificaram substâncias de interesse toxicológico.
A conclusão sobre a causa da morte, contudo, não esclarece como ocorreu a queda. Segundo a SSPDS, somente após a conclusão de todos os trabalhos será possível estabelecer a dinâmica dos fatos que influenciaram a morte da estudante.
Celulares passam por análise
A SSPDS informou que o celular de Isabelle foi periciado e que o conteúdo está sendo analisado pela Polícia Civil.
O telefone será analisado em conjunto com outros elementos reunidos no inquérito, como imagens de câmeras de segurança e vestígios coletados no condomínio.
Agora, os aparelhos apreendidos com a mãe de João também deverão passar por perícia.
Câmeras mostram movimentação de Isabelle e do namorado
Antes disso, o Diário do Nordeste já havia apurado, por meio de imagens de segurança, a movimentação de Isabelle e do namorado no condomínio no dia 13 de setembro.
Às 18h32, João foi até a portaria. Logo depois, ele e a mãe saíram do prédio em um carro, enquanto Isabelle permaneceu no condomínio.
Às 19h12, a estudante foi registrada sozinha em um elevador, com o celular na mão, seguindo para o rooftop, no 23º andar.
Por volta das 20h40, ocorreu a queda e o impacto contra o solo. Cerca de duas horas depois, às 22h48, João retornou ao condomínio.
As imagens continuam sendo analisadas pela Polícia Civil. Segundo a SSPDS, a polícia conseguiu estabelecer uma cronologia dos deslocamentos de Isabelle e do namorado a partir das gravações, mas o material ainda passa por análise.
Quatro pessoas já foram ouvidas
A Polícia Civil já ouviu quatro pessoas no âmbito da investigação. Outros quatro depoimentos estão previstos para os próximos dias.
A investigação também busca esclarecer os acontecimentos que antecederam a morte da estudante e confrontar os depoimentos com os resultados das perícias.
Família questionou relacionamento de Isabelle
A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, afirmou ao Diário do Nordeste que considerava o relacionamento da filha preocupante. Segundo ela, João apresentava comportamento que classificou como “controlador e obsessivo”.
A família também afirmou, por meio da defesa, que Isabelle vivia um relacionamento abusivo. As afirmações são alegações dos familiares e integram os elementos que estão sendo apurados pela Polícia Civil.
Isabelle cursava Direito e fazia estágio. Segundo o irmão, Rafael Magalhães, ela sonhava em atuar como advogada criminalista e, futuramente, como juíza, com interesse na defesa dos direitos de crianças e mulheres.
O que se sabe até agora
- Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta na noite do dia 13 de setembro, no condomínio La Piazza, na Aldeota.
- A perícia apontou politraumatismo como causa da morte e identificou lesões compatíveis com impacto contra o solo. Os exames toxicológicos tiveram resultado negativo.
- As imagens de segurança analisadas pelo Diário do Nordeste mostram que João e a mãe dele deixaram o prédio antes da morte da estudante e retornaram posteriormente.
- Isabelle foi registrada sozinha seguindo para o rooftop do edifício.
- A nova etapa da investigação inclui a procura por João, a perícia dos aparelhos apreendidos com a mãe dele, a análise do celular de Isabelle e novas perícias no condomínio.
- A SSPDS, porém, ainda não esclareceu por que João Munhoz Neto está sendo procurado nem se existe contra ele alguma ordem judicial.
- A investigação segue em andamento.
DIÁRIO DO NORDESTE








