O caso aconteceu na saída de um restaurante no Meireles, na última quinta-feira (9).
Uma mulher foi vítima de sequestro e extorsão na noite da última quinta-feira (9), em Fortaleza, após sair de um restaurante no bairro Meireles. Um dos sequestradores era o motorista de aplicativo que a buscou no local.
De acordo com o inquérito policial obtido pelo Diário do Nordeste, assim que a passageira entrou no veículo, o condutor, identificado como Matheus Bandeira Fontoura, de 31 anos, alterou deliberadamente o percurso e reduziu a velocidade em um determinado ponto da cidade, permitindo a entrada de mais dois indivíduos.
Em seguida, os criminosos ameaçaram a vítima com um simulacro de arma de fogo, no bairro Montese, utilizado como cativeiro.
Cinco pessoas foram presas em flagrante pelo crime no dia seguinte, sendo três homens e duas mulheres. Após audiência de custódia, quatro tiveram a prisão convertida em preventiva e um teve liberdade provisória.

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Todos os suspeitos têm entre 21 e 38 anos e devem responder por roubo, extorsão, associação criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Em nota enviada após a publicação da reportagem, a empresa Uber lamentou o caso e informou que o motorista teve a conta desativada da plataforma. Além disso, declarou que “permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, na forma da lei”.
Segundo a empresa, todas as viagens são cobertas por um seguro e, em parceria com o MeToo Brasil, conta com um canal de suporte psicológico, que foi disponibilizado à vítima.
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Dinheiro roubado foi transferido para diferentes contas
Durante o período em que a vítima foi feita refém, os criminosos fizeram diversas transferências via Pix, contrataram um empréstimo de R$ 7,5 mil e efetuaram “compras” com os cartões dela em uma maquineta.
Um dos beneficiados pelas transferências foi Matheus, o motorista da corrida por aplicativo, que recebeu R$ 600.
Também recebeu cerca de R$ 1,5 mil uma mulher identificada como mãe do filho de outro suspeito. As investigações concluíram ainda que um outro homem recebeu R$ 1 mil em espécie.
A vítima foi liberada e deixada no bairro Luciano Cavalcante após todas as transações financeiras.
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Grupo planejava outros sequestros
No interrogatório policial, Cláudio Natan Barros da Silva, conhecido como “Sorriso”, apontado como um dos principais articuladores da ação criminosa, afirmou que a ideia do sequestro partiu de Matheus.
Segundo o preso, que estava entre os dois que embarcaram no veículo durante a corrida e que é companheiro de uma das mulheres presas pelo crime, o comparsa costumava sugerir vítimas para “futuros sequestros”, incluindo alvos específicos, como a ex-esposa dele, que é médica “e ganha bem”, e uma enfermeira.
Já Matheus, que disse estar adquirindo um bar na Capital e ser dono de uma empresa de engenharia e energia solar em João Pessoa, na Paraíba, alegou que agiu sob coação.
À Polícia, ele afirmou ser usuário de cocaína e que comprava droga de Natan. Nesta versão, o traficante é quem o teria convidado para participar do assalto.
A reportagem também buscou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) para tratar sobre o caso, mas não teve retorno até o fechamento da matéria.
DIÁRIO DO NORDESTE








