Apresentado no Fórum de Davos, documento prevê mudanças que criarão 170 milhões de novas funções, mas a destituição de 92 milhões
Assusta o Relatório sobre o Futuro dos Empregos publicado pelo Fórum Econômico Mundial de Davos, realizado no último mês de janeiro na Suíça: ele revela que as mudanças no mercado de trabalho equivalerão a 22% dos empregos até 2030, com 170 milhões de novas funções a serem criadas e 92 milhões a serem destituídas, resultando em um aumento líquido de 78 milhões de empregos.
“Avanços tecnológicos, mudanças demográficas, tensões geoeconômicas e pressões econômicas são os principais impulsionadores dessas mudanças, remodelando setores e profissões no mundo todo”, diz o comunicado sobre o documento.
“Com base em dados de mais de mil empresas, o relatório constatou que a lacuna de habilidades continua sendo, hoje, a barreira mais significativa para a transformação dos negócios. Cerca de 40% das habilidades exigidas no trabalho devem mudar e 63% dos empregadores já citam esse problema como a principal barreira que enfrentam.
“Habilidades tecnológicas em IA, big data e segurança cibernética devem ter um crescimento rápido na demanda, mas habilidades humanas, como criatividade, resiliência, flexibilidade e agilidade, continuarão críticas. Uma combinação de ambos os tipos de habilidades será cada vez mais crucial em um mercado de trabalho que está mudando rapidamente”, ele acrescenta.
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Diante de tudo o que acima está dito, a pergunta que surge é a seguinte: que futuro terá o menino brasileiro – o cearense no meio – que hoje está entrando no primeiro ano do ensino fundamental ou do ensino médio, em cujas salas de aula fala-se mais sobre identidade de gênero do que sobre os desafios do novo e exigente mercado de trabalho, que rejeita, para começar, quem, aos 18 anos de idade, ainda não fala o idioma inglês? Com as exceções que confirmam a regra, e elas são poucas, o ensino público brasileiro é lastimável.
O Relatório do Fórum Econômico Mundial lista os empregos que mais crescerão e os que mais diminuirão. Entre os primeiros estão estes: “trabalhadores rurais, trabalhadores braços e outros trabalhadores agrícolas”, o que revela quão importante é e seguirá sendo a agropecuária no mundo, principalmente no Brasil; “motoristas de caminhonetes ou de serviço de entrega; desenvolvedores software e aplicativos; trabalhadores de processamento de alimentos e profissões relacionadas; profissionais de enfermagem; setores de cuidados pessoais; professores de segundo grau”.
Entre as os empregos que mais diminuirão, incluem-se os seguintes: caixas e bilheteiros; assistentes administrativos e secretárias executivas; zeladores, faxineiros e governantas; controladores de materiais e estoquistas; contadores e auditores; guardas de segurança; caixas e auxiliares bancários; designers gráficos e gerentes de serviços empresariais e administração.
Até 2030, diz o relatório, estas são as habilidades com maior índice de crescimento: IA e big data; redes e cibersegurança; redes e segurança cibernética; criatividade; resiliência, flexibilidade e agilidade; curiosidade e aprendizado ao longo da vida; liderança e influência social; gestão de talentos; pensamento analítico; e gestão ambiental.
No comunicado que anuncia o documento do Fórum de Davos, está escrito esta advertência:
“Para enfrentar as mudanças amplas delineadas no relatório, é necessária uma ação urgente e coletiva entre governo, empresas e o setor de educação”, o que aqui no Brasil, já foi tentado mil vezes, sem sucesso.”
Há 30 aos, a Coreia do Sul era nada na Ásia. Então, seu governo decidiu fazer uma revolução na educação, transformando a Coreia no que hoje, com Hyundai, Samsung, LG, SK Hynix e outras grandes multinacionais. É impossível repetir aqui a revolução coreana: a elite política brasileira é muito ruim. E corrupta, como os últimos fatos estão a provar.
DIÁRIO DO NORDESTE







