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‘Maníaco da moto’ é preso 11 anos após estupros em série em Fortaleza

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Nove mulheres foram estupradas entre 2014 e 2016 em Fortaleza. Ele rodava as ruas da cidade em uma moto vermelha, abordava mulheres e as estuprava. Um borracheiro chegou a ser preso por engano e ficou cinco anos preso no lugar do verdadeiro criminoso.

‘Maníaco da moto’ é preso 11 anos após estupros em série em Fortaleza — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

Warley Carvalho Dias, o criminoso que ficou conhecido como “Maníaco da Moto”, foi preso pelo crime de estupros em séries cometidos contra mulheres em Fortaleza. A prisão ocorreu na sexta-feira (30), 11 anos após a sequência de abusos, e foi confirmada nesta quarta-feira (4) pela Secretaria da Segurança Pública.

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Conforme o relato das vítimas, o “Maníaco da Moto” circulava as ruas de Fortaleza em uma moto vermelha, abordava mulheres que circulavam sozinhas em ruas isoladas, as abordava e cometia estupro em ambientes ermos. Os estupros ocorreram entre 2014 e 2015, nos bairros Parangaba, Maraponga e Vila Peri.

O borracheiro Antônio Cláudio Barbosa de Castro, à época com 30 anos, foi confundido com o maníaco e preso e condenado por engano pelos estupros. No entanto, ele foi inocentado em 2019 em novo julgamento, após passar quase cinco anos preso.

Warley Carvalho, apontado como o verdadeiro criminoso, foi preso pelos crimes estupros ocorridos a partir de 2015, quando Antônio Cláudio estava preso por engano.

Relembre a prisão e soltura de Antônio Cláudio, confundido com o Maníaco da Moto, no vídeo abaixo:

Homem preso no lugar de estuprador deixa presídio após cinco anos

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Homem preso no lugar de estuprador deixa presídio após cinco anos

O que aconteceu?

Nove mulheres denunciaram terem sido estupradas em Fortaleza. O modo como os estupros aconteceram levavam a crer que o suspeito era o mesmo. Um homem chegava em uma motocicleta, abordava a vítima e usava uma faca e força física para abusar sexualmente dela. Ele levava as vítimas para um local ermo ou praticava o abuso sexual em ruas pouco movimentadas.

Por que Antônio Claudio foi preso?

Sete vítimas chegaram a reconhecer Antônio Claudio como o abusador. Ele era dono de uma borracharia no bairro Mondubim, que fica próximo aos bairros onde os estupros aconteceram.

Vítimas desistiram de denúncia

A Defensoria Pública do Ceará e o Innocence Project Brasil coletaram novas provas sobre o caso e pediram a revisão criminal.

O pedido de revisão criminal, obtido pelo g1, mostrou que sete das oito mulheres desistiram de acusar Antônio Cláudio. Quatro casos não chegaram a tornar processo criminal. No único que resultou em condenação, a vítima tinha 11 anos na época. Ela teria sido a primeira pessoa a reconhecer o dono de borracharia como criminoso.

Casos continuaram mesmo após prisão

A Defensoria Pública e o Innocence Project acrescentaram, no pedido de revisão criminal, que os ataques do “maníaco da moto” continuaram, mesmo com Antônio Cláudio preso. Uma mulher foi estuprada em abril de 2015; e uma outra, em janeiro de 2016, em Fortaleza.

Outro homem foi capturado pelos crimes e ainda teria sido reconhecido por duas vítimas, que antes haviam apontado Antônio como autor dos abusos.

Inclusive, duas policiais civis que investigaram o caso do “maníaco da moto” se convenceram de que o homem condenado não era o criminoso e atuaram como testemunhas de defesa no processo.

Como foi provada a inocência?

Antônio Cláudio foi preso durante cinco no lugar de homem que estuprou oito mulheres em Fortaleza — Foto: Natinho Rodrigues/G1

Antônio Cláudio foi preso durante cinco no lugar de homem que estuprou oito mulheres em Fortaleza — Foto: Natinho Rodrigues/G1

A liberdade veio para Antônio Carlos após uma ex-namorada do borracheiro procurar ajuda da Defensoria Pública e dos Advogados do Innocence Project Brasil, iniciativa de profissionais que atuam na defesa de condenados erroneamente pelo poder judiciário.

Entre as evidências apontadas pela defesa no novo julgamento, os advogados alegam que o autor do crime tem cerca de 1,80 metro, com base em vídeos que registram o homem cometendo os atos. A altura de Antônio Cláudio, condenado por engano, é 1,59 metro.

A advogada Flávia Rahal, integrante do projeto, afirma que “a única coisa que sustentou a condenação foi o reconhecimento feito pela vítima” – não houve exame de DNA, por exemplo.

O reconhecimento foi feito por uma criança de 11 anos, vítima de estupro. Conforme Rahal, a criança se equivocou ao se convencer de que o borracheiro foi o autor do crime.

Além disso, a defesa afirmou ter provas documentais que de que Antônio Cláudio não possuía uma motocicleta de cor vermelha no período em que os crimes foram cometidos.

G1 CE

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