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Infarto, angina e arritmia: como se proteger de doenças cardíacas

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Especialista alerta que doenças cardiovasculares são prevalentes e têm alta mortalidade; controle de fatores de risco e hábitos saudáveis são a chave para a prevenção.

Por Redação g1 CE

O coração é um órgão vital, mas nem sempre recebe a atenção que merece até que um sinal de alerta apareça. Entre as condições cardíacas mais sérias e comuns estão o infarto, a angina e a arritmia. Embora estejam relacionadas, cada uma apresenta características, sintomas e gravidades diferentes. Entender essas diferenças é o primeiro passo para buscar ajuda a tempo e, mais importante, para adotar hábitos que previnam o seu desenvolvimento.

Para esclarecer essas condições, o g1 conversou com o cardiologista Renato Átila, que destacou a importância do conhecimento e da prevenção.

Angina: o aviso de que o coração está em sofrimento

A angina não é um infarto, mas pode ser um sinal de que ele está prestes a acontecer. De acordo com o doutor Renato Átila, a angina é “uma sensação referida no tórax, geralmente o paciente leva a mão ao peito espalmada”. Essa sensação é um indicativo de que o músculo cardíaco não está recebendo sangue suficientemente.

A causa principal, explica o médico, são as placas de gordura (aterosclerose) que se acumulam nas artérias coronárias ao longo do tempo, reduzindo o fluxo sanguíneo. “Isso em geral é causado por placas de gorduras que vão progredindo, né? E que são causadas pelos maus hábitos e também por condição genética”, diz o cardiologista.

Fatores como diabetes, hipertensão, colesterol alto, sedentarismo, estresse e sono de qualidade ruim aceleram a formação dessas placas.

Infarto: o clímax do problema

O infarto é a evolução crítica do processo que começa com a angina. Ele ocorre quando há a “obstrução total de uma artéria do coração”.

Renato Átila faz um alerta sobre a gravidade: “o infarto em si tem uma mortalidade muito elevada, em torno de 15 a 20% hoje em dia”. Para efeito de comparação, ele lembra que “a mortalidade [da Covid-19] era de 8% no pior momento”. Isso reforça que o infarto é uma “doença comum, prevalente e que mata muito”.

Arritmia: quando o ritmo cardíaco falha

Já a arritmia cardíaca representa outro grupo de doenças. “Conceitualmente, é o ritmo do coração batendo por minuto abaixo de 50 ou acima de 100 em repouso ou fora de ritmo. Com uma batida irregular”, define o médico.

Enquanto a doença arterial (aterosclerose) pode levar a alguns tipos de arritmia, o problema mais comum e perigoso citado pelo especialista é a fibrilação atrial, frequente em idosos. “Ela tem ligação com o AVC, o AVC isquêmico, que também é uma doença que limita bastante e tem alta mortalidade.”

O principal sintoma que o paciente percebe é a palpitação. “Ele vai sentir aquele batimento ou acelerado demais ou de forma irregular”, explica. Qualquer sinal desse tipo deve ser investigado por um médico.

Sinais de alerta: da dor no peito aos sintomas atípicos

Reconhecer os sintomas pode salvar vidas. A angina típica, que pode evoluir para um infarto, geralmente se manifesta como uma dor ou sensação de aperto no peito que pode irradiar para o pescoço e para a parte interna do braço esquerdo.

“Tanto a dor vindo para o queixo como para o braço esquerdo tem que ser valorizada”, alerta o doutor Renato Átila.

Ele também chama a atenção para os sintomas atípicos, que são mais comuns em alguns grupos, como “mulheres diabéticas, idosas”. Nelas, o problema pode se manifestar não como uma dor no peito, mas como “uma falta de ar, uma tontura, algo mais discreto”.

Prevenção: um “combo” de cuidados com o corpo e a mente

A boa notícia é que grande parte dos fatores de risco para essas doenças pode ser controlada. O cardiologista é enfático ao afirmar que a prevenção é a medida “mais impactante” contra as doenças cardiovasculares.

As recomendações formam um pacote de hábitos saudáveis:

  • Controle rigoroso do diabetes, colesterol ruim (LDL) e hipertensão.
  • Combate ao sobrepeso e à obesidade.
  • Prática de atividade física e fim do sedentarismo.
  • Não fumar (incluindo cigarros eletrônicos).
  • Gestão do estresse.
  • Busca por um sono de qualidade.

“Ou seja, é um combo, é cuidar fisicamente, mas é cuidar mentalmente de si para poder evitar que o nosso coração tenha uma sobrecarga tão grande”, conclui o médico.

Como prevenir doenças cardíacas — Foto: Reprodução/RBS TV

Como prevenir doenças cardíacas — Foto: Reprodução/RBS TV

G1 CE

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