
Ex-ministro citou Fernando Haddad como possível sucessor de Lula
Ex-ministro citou Fernando Haddad como possível sucessor de Lula
O ex-ministro José Dirceu analisou o resultado eleitoral deste ano, afirmando que a vitória conquistada na presidência não é um triunfo do Partido dos Trabalhadores (PT) e que há urgência por renovação dentro da sigla.

A declaração ocorreu em entrevista ao jornal O Globo. Na ocasião, ele defendeu que é necessário que o partido dialogue com outras frentes e busque compreender melhor os segmentos da sociedade, especialmente os insatisfeitos com a esquerda e os evangélicos.
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– Nosso futuro é o da esquerda. Não é o de uma liderança, um substituto do Lula. Precisamos unir forças progressistas e democráticas. A vitória na eleição não foi do PT. Temos que tirar consequências disso, não pode só falar. Temos que fazer quase uma reconstrução do PT. E dialogar com PSOL, Rede, PDT e PSB para constituir uma força mais orgânica. Temos de compreender melhor os setores da sociedade, sobretudo a juventude, insatisfeitos com a esquerda. Precisamos superar essa questão que o PT é antievangélico. Não podemos ter preconceito de que os evangélicos são bolsonaristas – disse Dirceu.
O petista afirmou que o governo precisará buscar atender às expectativas de “amplos setores da sociedade que não votariam no Lula”.
– O governo precisa expressar as forças políticas parlamentares, pelos partidos, mas tem que representar também essa expectativa de amplos setores sociais que não votariam no Lula. Votaram com compromisso democrático e com o compromisso de que o governo vai espelhar as expectativas e as reivindicações – assinalou.
Indagado sobre quem será o provável sucessor de Lula, Dirceu citou o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad como cotado.
– Terão de provar isso governando ou liderando. Alguém vai se destacar. O Haddad se destacou como ministro da Fazenda e da Educação e ganhou espaço. Perdeu a eleição, mas isso não quer dizer nada. O Lula perdeu três e se elegeu quatro vezes presidente. Acho que elas [as lideranças] vão ter que surgir na construção do país, do próprio PT e da luta democrática. A direita já tem nomes enfileirados – observou.
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