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Ceará pode virar coração digital da América do Sul, diz estudo do BTG

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.
Vista aérea do data center do Google em New Albany, na região central de Ohio. Exemplar de equipamento de grande porte que pode ser construídio no Ceará.

A corrida global por data centers, acelerada pela explosão da inteligência artificial, abriu uma janela estratégica para o Brasil e o Chile — e o Ceará aparece como peça-chave nesse tabuleiro, segundo relatório do BTG Pactual.

O que o estudo mostra
Nos Estados Unidos, a demanda por data centers deve crescer de 31 GW em 2024 para 83 GW em 2030, consumindo quase 12% de toda a energia do país. O gargalo pressiona investidores a buscar alternativas, e a América do Sul entrou no radar.

O BTG identificou quatro pilares essenciais para atrair data centers:

  • Energia estável e barata
  • Conectividade robusta
  • Capacidade de resfriamento
  • Marco regulatório favorável e soberania de dados

O Ceará no mapa
O Brasil reúne vantagens energéticas — especialmente no Nordeste — e conectividade de ponta. O Ceará concentra 90% do tráfego internacional de dados do País, tem 16 cabos submarinos e já soma 12 data centers. Na visão do BTG, o Estado pode ser um hub natural para hospedar parte da infraestrutura que hoje sufoca os EUA.

Os ajustes necessários

O estudo recomenda:

  • Eliminar restrições que desperdiçam energia renovável no Nordeste
  • Isentar impostos para importação de equipamentos
  • Construir uma regulação clara sobre uso e proteção de dados

O relatório critica a MP 1.307, que atrela incentivos fiscais às ZPEs, por favorecer regiões específicas em vez de liberar o potencial nacional.

Quem pode se beneficiar
No Brasil, o BTG cita Eletrobras, Auren, Copel, Engie, Cemig, Equatorial, CPFL e Neoenergia como players com mais chances de capturar valor nesse movimento.

Vá mais fundo
O estudo é direto: se o Brasil souber atacar suas ineficiências, pode se tornar um “paraíso para data centers.” E, nesse cenário, o Ceará desponta como protagonista — o ponto de entrada da nova economia digital da América do Sul.

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