Cena rara foi registrada no Pantanal e marcou início de 2026.
O que prometia ser apenas mais um dia comum de trabalho se transformou em um encontro inesquecível para o biólogo Bruno Sartori, em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Ao olhar para cima, ele se deparou com uma onça-pintada e seu filhote acomodados tranquilamente no alto de uma árvore.
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O registro foi feito no dia 2 de janeiro e mostra o biólogo observando, do chão, a fêmea Aracy e o filhote Mocoha em um raro momento de descanso. O flagrante marcou o primeiro avistamento de Bruno em 2026 e rapidamente chamou atenção pela tranquilidade da cena.
Veja vídeo:
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Apesar de trabalhar diariamente com fauna silvestre, Bruno conta que cada encontro tem algo especial. Integrante do projeto Onçafari, ele atua diretamente na conservação das onças-pintadas no Pantanal, o que torna comum a presença desses animais em sua rotina, mas nunca banal.
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“Estava com outro biólogo. Estávamos esperando ela. A onça veio tranquila, pegou, olhou para árvore, olhou para gente, olhou para árvore, olhou para gente e resolveu subir. Ela subiu na árvore, logo depois o filhote veio, subiu também e foi esse momento que consegui fazer os registros”, relembrou Bruno, ao G1.
O Onçafari é uma ONG que desenvolve ações voltadas ao ecoturismo, ciência, reintrodução de espécies, educação ambiental, projetos sociais e conservação florestal. Uma de suas principais estratégias é a chamada habituação, que faz com que animais como a onça-pintada se acostumem à presença de veículos, reduzindo o estresse e favorecendo o ecoturismo responsável.
De acordo com a organização, encontros respeitosos entre visitantes e animais ajudam a criar consciência sobre a importância da preservação da fauna pantaneira. Garantir que os bichos não se sintam ameaçados é parte fundamental do trabalho.
O Pantanal, inclusive, abriga as maiores onças-pintadas do mundo. “No Pantanal estão as maiores onças-pintadas do mundo. Um macho pode chegar a 150 kg, enquanto você pensa em outros biomas, como a Caatinga, um macho adulto tem 80 kg, que é o peso de uma fêmea, de um filhote, aqui”, explicou o médico veterinário e coordenador do projeto Felinos Pantaneiros, Diego Viana.
DIÁRIO DO NORDESTE








