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Aliados relatam afastamento de Cid e temem mais atrasos nas negociações eleitorais

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Senador estaria incomunicável em seu sítio na Serra da Meruoca, na reta final da definição da chapa majoritária governista

O senador Cid Gomes (PSB) está incomunicável. Segundo apurou esta Coluna junto a aliados do parlamentar, ele se recolheu, nos últimos dias, ao sítio na Serra da Meruoca, refúgio habitual em momentos de crise, e não tem respondido às tentativas de contato. A postura, pelo menos por enquanto, deixa em compasso de espera as tratativas para a formação da chapa majoritária governista no Ceará. 

O PSB é, hoje, o ponto mais sensível da costura da aliança que terá o governador Elmano de Freitas (PT) como candidato à reeleição. As negociações com os demais partidos da base dependem, em grande medida, das definições que passam pelas tratativas do governador e de Camilo com o senador. 

Condições na mesa 

O comando do grupo governista quer Cid candidato ao Senado. O próprio parlamentar já sinalizou que pode aceitar a missão, mas apresentou condições, conforme antecipou esta Coluna. Uma delas envolve diretamente o deputado federal Júnior Mano (PSB), que está no centro desta negociação: o parlamentar tem de Cid o compromisso de defesa do seu nome para uma das vagas ao Senado. 

Entretanto, há outras questões em jogo e é justamente a complexidade do tabuleiro que torna o silêncio do senador mais custoso neste momento. Elmano, em declaração a esta coluna no fim de maio, afirmou que gostaria de antecipar a composição da chapa majoritária tendo como parâmetro o prazo das convenções, que começa em 20 de julho. A articulação está demorando mais do que o esperado.

Diário do Nordeste

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O precedente de 2022 

Aliados temem que o novo retiro sabático de Cid comprometa o avanço das conversas e acabe prejudicando não apenas os candidatos majoritários, mas também os proporcionais, que precisam de definições para organizar palanques e composições regionais. 

O temor está vivo na memória. Em 2022, ano do rompimento entre PT e PDT, diante do impasse envolvendo Ciro Gomes, Roberto Cláudio, Camilo Santana e Izolda Cela, Cid tomou exatamente a mesma atitude: recolheu-se e sumiu do mapa.  

A avaliação do próprio senador, inclusive, e de quem esteve ao seu lado, é que o afastamento daquele momento prejudicou todo o grupo político ligado a ele. O tom dos aliados não é de desespero, mas de apreensão.

DIÁRIO DO NORDESTE

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