
Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal após entrar na piscina para aula de natação; o quadro se agravou e evoluiu para parada cardíaca. Marido de Juliana e um adolescente de 14 anos, que estavam na aula, estão internados em estado grave.
A academia onde Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu depois de nadar na piscina durante aula de natação, na Zona Leste de São Paulo, não tinha alvará de funcionamento e foi interditada neste domingo (8) pela Vigilância Sanitária. O marido dela e um adolescente de 14 anos estão internados (veja mais abaixo).
Segundo a polícia, a principal suspeita é de que Juliana tenha morrido após ter se intoxicado por inalar uma mistura dos produtos químicos usados para a limpeza da piscina. Investigadores encontraram no local um balde com cerca de 20 litros dessa mistura. O balde foi apreendido e será periciado.
A investigação também não descarta a possibilidade de que havia produto dentro da piscina. Para que a perícia pudesse ser feita, peritos precisaram entrar com máscara, cilindro de oxigênio e acompanhados por bombeiros.
“No momento, temos uma vítima em óbito, o esposo dela em estado grave hospitalizado, um adolescente que está na UTI e duas vítimas que tiveram alta. Pelo apurado inicialmente pela perícia, houve uma reação quimica lá provavelmente com os produtos utilizados pela limpeza da piscina que intoxicou todo o ar e gerou envenenamento dessas pessoas”, afirmou o delegado Alexandre Bento, do 42º DP, à TV Globo.
“Estamos aguardando a liberação do espaço para saber que produtos foram utilizados para a gente conseguir entender como se deram a dinâmica dos fatos. Estamos tentando localizar os responsáveis, o professor que estava dando aula. Testemunhas disseram que quem fazia a mistura dos produtos era o manobrista”, ressaltou o delegado.
Em nota, a direção da Academia C4 GYM disse que lamenta profundamente o ocorrido em sua unidade e afirmou que prestou imediato atendimento a todos os envolvidos (leia nota na íntegra abaixo).
O caso ocorreu no sábado (7). Juliana fazia aula de natação com o marido, Vinícius de Oliveira, de 31 anos, quando os dois notaram que a água da piscina apresentava odor e gosto anormais. Como se sentiram mal, eles comunicaram o professor responsável e todos os alunos se retiraram do local.
O casal, então, foi até o Hospital Santa Helena, em Santo André. O quadro de Juliana se agravou e evoluiu para uma parada cardíaca. Ela não resistiu e morreu. Já Vinícius precisou ser internado. Seu estado é grave.
Juliana era professora e fazia aulas de natação na academia com o marido havia 11 meses. O velório será nesta segunda-feira (9) às 8h no Velório Avelino, no Jardim Avelino, em São Paulo.
O que diz a academia
“A direção da Academia C4 GYM lamenta profundamente o ocorrido em sua unidade no último sábado (07/02), informa que prestou imediato atendimento a todos os envolvidos e que tem mantido contato direto com as pessoas envolvidas a fim de oferecer todo o suporte.
Reforça, ainda, que está colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com tudo aquilo que for necessário”.
O que diz a Secretaria da Segurança Pública
“O caso é investigado pelo 42° Distrito Policial (Parque São Lucas) que foi notificado, até o momento, de cinco vítimas – sendo uma fatal.
Após o trabalho da perícia e da Vigilância Sanitária, agentes da unidade policial realizaram diligências no local e apreenderam objetos para a apuração. As investigações prosseguem para o total esclarecimento dos fatos”.
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Bombeiros durante perícia na academia na Zona Leste de São Paulo — Foto: TV Globo
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Produtos de limpeza foram encontrados na área da piscina — Foto: TV Globo
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Academia da Zona Leste de SP onde mulher morreu após nadar em piscina não tinha alvará e foi interditada neste domingo (8) — Foto: TV Globo

Veja os vídeos que estão em alta no g1
O marido da vítima está internado em estado grave em Santo André. Além do marido de Juliana, um adolescente está internado na Vila Alpina.
A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso desse adolescente, de 14 anos, foi acrescentado à investigação depois que ele apresentou sintomas após utilizar a mesma piscina. O caso é investigado pelo 42° DP (Parque São Lucas).
Em nota, a direção da academia C4 GYM disse que lamenta profundamente o ocorrido em sua unidade informou que “prestou imediato atendimento a todos os envolvidos e que tem mantido contato direto com as pessoas envolvidas a fim de oferecer todo o suporte necessário.”
Ressaltou também que “está colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com tudo aquilo que for necessário”.
G1







