
Objetivo é mapear ativos ligados a transações que possam ter ajudado a desviar dinheiro do conglomerado. Com a autorização, cooperação fica a cargo do Ministério da Justiça.
O ministro Andre Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou um pedido feito pela Polícia Federal (PF) de cooperação internacional para que autoridades estrangeiras rastreiem bens que possam estar vinculados a fraudes envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
A ideia é que sejam mapeados bens e ativos ligados a supostas transações suspeitas que tenham sido feitas com o objetivo de desviar dinheiro do conglomerado Master.
Os investigadores querem localizar, por exemplo, um iate de R$ 500 milhões que teria sido acertado por Vorcaro antes da primeira prisão, que ocorreu em novembro do ano passado.
Mendonça autorizou a cooperação internacional por meio do tratado de Assistência Legal Mútua (Mutual Legal Assistance Treaty), que prevê colaboração em investigação e processos criminais. A informação foi revelada pelo jornal Valor Econômico e confirmada pela TV Globo.

Agora no g1
Após a autorização do STF, as tratativas para a cooperação internacional são feitas pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, do Ministério da Justiça.
Relembre o caso
Em novembro de 2025, a PF deflagrou a Operação Compliance Zero, com foco em um suposto esquema de emissão irregular de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) — produtos financeiros em que o cliente empresta dinheiro ao banco em troca de rendimentos futuros – pelo Banco Master, então de Daniel Vorcaro.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/K/c/kRcOA6T6iPwbqAzIPUjA/globo-canal-4-20260709-2000-frame-59721.jpeg)
Daniel Vorcaro — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Segundo os investigadores, o Banco Master prometia juros até 40% acima da média do mercado, levantando suspeitas de que parte desses títulos não tinha cobertura real em ativos.
Desde então, o Master foi liquidado pelo Banco Central, Vorcaro foi preso e empresários e políticos ligados a Vorcaro também são investigados por envolvimento no suposto esquema.
G1







