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Calor, falta de vento e de chuva causam ‘Caribe de Janeiro’, que já tem data para acabar; entenda

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Água cristalina, que vista de longe tem um azul intenso, e quentinha. Esse é o retrato das praias paradisíacas do Caribe, mas, na verdade, estamos falando do Rio de Janeiro. O g1 conversou com especialistas para entender como isso está acontecendo e, preciso dar um spoiler: quem quer aproveitar tem até o Carnaval, pois depois disso o cenário deve mudar.

Nesta semana, o Rio de Janeiro amanheceu com águas cristalinas, que têm atraído muitos banhistas desde as primeiras horas do dia. O cenário paradisíaco fez a cidade ganhar o apelido de “Caribe de Janeiro”.

Águas cristalinas atraem banhistas para as praias do Rio — Foto: Josué Luz/TV Globo

Águas cristalinas atraem banhistas para as praias do Rio — Foto: Josué Luz/TV Globo

➡️ Mas o que está acontecendo? Segundo especialistas, a resposta não é tão boa quanto as belas imagens do litoral carioca.

A água cristalina e quentinha é um reflexo da falta de chuva, de ventos e do excesso de calor causados pelas condições meteorológicas na cidade.

 

🔥 Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Rio de Janeiro já enfrenta o mês de fevereiro mais quente em 68 anos.

“Caribe de Janeiro”: fenômeno climático deixa água do mar cristalina, no Rio

Por que a água ficou cristalina?

 

➡️ Primeiro, é preciso entender o que está acontecendo com o tempo no Rio de Janeiro: há uma área de alta pressão sobre o oceano, um sistema que está impedindo a formação de nuvens e, consequentemente, da chuva, além de provocar mais calor.

Naturalmente, nas águas do Rio de Janeiro ocorre um fenômeno chamado ressurgência. Ele é resultado da ação dos ventos, que empurram as águas mais profundas para a superfície.

Nesse movimento, sedimentos chegam à superfície, tornando a cor da água mais turva. Além disso, essas águas profundas são ricas em nutrientes, o que aumenta a proliferação de algas que, expostas à luz, deixam o mar ainda mais turvo.

➡️ No entanto, com as condições meteorológicas atuais, há menos vento e as ondas que causam esse movimento não acontecem. O resultado disso é que os sedimentos não se desprendem, fazendo com que a água fique cristalina.

Com o vento menos intenso e o mar menos agitado, os sedimentos não são levados para a superfície. Com isso, a água vai ficando mais clara.
— Alexandre Turra, professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP).

A chuva também é um fator. Não chove há dias no Rio de Janeiro, devido às condições meteorológicas. Com isso, há também menos “sujeira” na água.

Outra coisa que faz a água ficar mais escura é a presença de chuva. Toda aquela água carregada de sedimentos cai no mar e acaba mudando sua cor.
— Regina Rodrigues, especialista em oceanos.
Praticantes de stand up paddle em Copacabana — Foto: Josué Luz/ TV Globo

Praticantes de stand up paddle em Copacabana — Foto: Josué Luz/ TV Globo

Por que a água ficou quente?

 

Há uma onda de calor em parte do território brasileiro, incluindo o Rio de Janeiro. O estado tem registrado temperaturas acima dos 40°C e há dias não vê chuva. O resultado disso é que a superfície terrestre fica mais exposta ao sol, e isso também afeta o mar.

➡️ Isso se soma à falta de ventos. No processo natural, os ventos deveriam provocar ondas que empurram as águas mais profundas para a superfície. Com essa troca, os banhistas sentiriam a água mais fria.

As nuvens protegem do sol. Quando temos esse bloqueio atmosférico que impede a formação de nuvens, recebemos muita radiação. Isso esquenta tanto a terra quanto os oceanos, afetando o mar.
— Regina Rodrigue, pesquisadora especialista em oceanos.

Até quando veremos o “Caribe de Janeiro”?

 

Segundo o meteorologista Fábio Luengo, as condições que propiciam esse cenário devem acabar logo após o Carnaval.

Essas condições meteorológicas que estamos observando, como a área de alta pressão, devem permanecer até o meio da próxima semana. Ou seja, vamos ver o mar cristalino até, pelo menos, o fim do Carnaval.
— Fábio Luengo, meteorologista da Climatempo.
G1

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