
Felipe Vasques (PSDB) teria usado a Câmara Municipal de Juazeiro para favorecer a própria imagem, segundo investigações do Ministério Público.
Felipe Mikael Vasques Monteiro (PSDB), eleito deputado estadual pelo Ceará nas Eleições 2026, ocorridas neste domingo (4), foi alvo de uma operação nesta segunda-feira (5), por suspeita de crime eleitoral e peculato.
Conforme o Ministério Público do Ceará (MPCE), investigações apontam que o político, enquanto presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, teria usado a assessoria de comunicação do órgão para favorecer a própria imagem.
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Também é investigada a denúncia de que diversos serviços da Câmara foram paralisados após a Operação Aletheia, deflagrada pelo MP para apurar desvios de recursos públicos, que teve Felipe Vasques entre os alvos.
“Segundo as informações encaminhadas à Promotoria Eleitoral, servidores comissionados da Casa Legislativa teriam participado de evento em apoio ao presidente, durante o horário de trabalho, o que teria contribuído para a interrupção dos serviços públicos”, disse o Ministério Público.
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Agentes da Polícia Federal apreenderam celulares, notebook e documentos durante operação contra o deputado estadual Felipe Vasques, em Juazeiro do Norte. — Foto: MPCE/ Divulgação
O g1 não localizou a defesa do político, eleito deputado estadual com 48.104 votos, o equivalente a 0,88% dos votos válidos no Estado.
Durante a operação desta segunda-feira, agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão contra o político, expedidos pela Justiça Eleitoral. Na ocasião, foram apreendidos celulares, notebook e documentos.
“As diligências tiveram como objetivo reunir elementos que possam esclarecer o possível uso indevido de recursos e serviços públicos em benefício do agente político, o que pode caracterizar peculato”, afirmou o MP.

Agora no g1
Investigação por desvio de recursos públicos
A Operação Aletheia foi deflagrada em setembro deste ano, pelo Ministério Público do Ceará, por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), com apoio do Núcleo de Apoio Técnico à Investigação (Nati/MPCE) e da Polícia Civil do Estado.
A ofensiva apura um suposto esquema de direcionamento de licitações, fraude em contratações públicas e desvio de recursos em contratos de obras e serviços de engenharia celebrados com o município de Juazeiro do Norte.
À época, a ação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão nos municípios de Juazeiro do Norte e Barbalha e teve como alvo, entre outros investigados, Felipe Mikael Vasques, que exercia a presidência da Câmara Municipal e estava licenciado do cargo.
“As investigações da Aletheia apuram, em tese, crimes de fraude a licitações e contratações públicas, peculato e corrupção ativa e passiva”, informou o Ministério Público.
G1 CE







