Pedro Eduardo Cuba foi aprovado com nota máxima no vestibular de Biomedicina e acompanha aulas como ouvinte. É a primeira vez que a universidade recebe aluno tão jovem nos últimos 35 anos.
O novo colega chamou a atenção da turma. Aos 12 anos, Pedro Eduardo Cuba foi à primeira aula da faculdade, no Centro Universitário Uniftec, nesta quarta-feira (13), em Caxias do Sul.
“Eu fiquei um pouco perplexa. Receber um aluno tão novo é muito surpreendente, mas acho que vai ser muito legal trocar essa experiência com ele. Sei que ele vai poder nos ensinar muitas coisas, a gente também vai poder ensina-lo”, contou a colega universitária Lisie Fabro.
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Morador de Caxias do Sul, Pedro foi aprovado com nota máxima no vestibular de Biomedicina e passa a acompanhar, como aluno ouvinte, aulas da disciplina de Psicologia em Saúde.
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Aos 12 anos, menino com superdotação começa faculdade em Caxias do Sul — Foto: Reprodução/RBS TV
A facilidade com o conhecimento é por causa da superdotação, identificada ainda na infância. A busca constante por novos aprendizados sempre fez parte da rotina do garoto, que já participou do quadro Pequenos Gênios, do Domingão com Huck.
“Todo novo conhecimento é uma coisa que me deixa feliz. Eu estou realizando um sonho. Essa questão de estar cursando uma cadeira na faculdade faz brilhar meus olhos. É incrível”, conta Pedro.
Identificado com altas habilidades ainda na infância, Pedro já pulou duas séries na escola — o 4º e o 8º ano do ensino fundamental. Mesmo com a experiência universitária, ele ainda frequenta normalmente o colégio.
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Segundo o coordenador pedagógico do Colégio Madre Imilda, onde Pedro estuda, o acompanhamento emocional e social é fundamental nesses casos. “Não é apenas uma avaliação cognitiva. A escola precisa cuidar da dimensão emocional e socioafetiva desse aluno”, explica.
A universidade afirma que é a primeira vez em 35 anos que recebe um aluno tão jovem. O vice-presidente de operações e serviços acadêmicos do Centro Universitário Uniftec, Eduardo Müller Araújo, afirma que Pedro pode acompanhar as aulas teóricas e, futuramente, validar os conhecimentos.
O professor da disciplina, William Fiusa, acredita na troca.
“A gente fala muito sobre empatia e lidar com as diferenças, então acho que vamos poder vivenciar um pouquinho do que a gente estuda na teoria”, diz.
Enquanto descobre o universo acadêmico, Pedro já tem planos para o futuro.
“Quero ser neurocirurgião. É o meu grande sonho poder auxiliar as pessoas operando o cérebro delas, ajudar milhões de pessoas com esse meu dom”, projeta.
G1








