detailingshop-header-pic1
Com saída de Guimarães da corrida ao Senado, Elmano diz que chapa terá ‘pluralidade’ ideológica
14 de abril de 2026
Filho de motorista e diarista, aluno de escola pública do Bom Jardim é aprovado em Medicina na UFC
14 de abril de 2026
14 de abril de 2026

Como ajudar alguém que está em uma crise emocional

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Legenda: Em situações de crise, é fundamental tentar ajudar a pessoa a diminuir a intensidade do que está sentindo e poder retomar a sensação de autorregulação sobre o próprio corpo e emoções.

Foto: PeopleImages/Shutterstock.

A saúde mental é dinâmica e influenciada por inúmeros fatores: condições sociais, econômicas,  genética,  hereditariedade, relações sociais, existência de rede de apoio, políticas públicas, experiências de vida, situações do cotidiano, experimentar situações de violência, existência de recursos internos e externos. 

Glico Vida

Diabetes não vem dos doces! Conheça o principal inimigo

Muitas vezes, alguém pode estar bem e se deparar com um evento traumático: uma dor emocional avassaladora, uma experiência impactante naquele momento de vida para a qual tem poucos recursos ou condições de ajuda ou suporte; uma situação de violência, uma mudança de medicação, uma perda, algo que extrapola sua capacidade de assimilar e encontrar alternativas.

Nesse momento, encontrar acolhimento e suporte pode fazer toda a diferença. Não significa substituir ajuda profissional, mas receber acolhida quando diante da dor ou da desorganização é encontrar abrigo e cuidado no laço social.

Fique por dentro das últimas notícias do Ceará, Brasil e mundo.

Seguir no Google

Veja também

Alessandra Silva Xavier

Como posso ajudar meus filhos a amar as mulheres

Alessandra Silva Xavier

A curiosidade e a fome de mundo

Alessandra Silva Xavier

Solidão ativa áreas do cérebro semelhantes à dor física

Uma pessoa em situação de sofrimento intenso pode apresentar ideias confusas, coração acelerado, pode distorcer a realidade, gritar, chorar, pode apresentar atitudes bem diferentes do habitual.

Diabetes não vem dos doces! Conheça o principal inimigo

Glico Vida

As reações desencadeadas durante uma crise podem assustar, mas é importante saber que irá passar.

Nesse momento, é fundamental tentar ajudar a pessoa a diminuir a intensidade do que está sentindo e poder retomar a sensação de autorregulação sobre o próprio corpo e emoções. 

Algumas condutas podem ser de grande ajuda: pergunte o nome da pessoa, se apresente, fale calma e pausadamente de um jeito que seja possível compreender, caso verifique que a pessoa não consegue prestar atenção, repita as informações; procure um lugar calmo onde a pessoa possa se sentar, evite muita gente ao redor, não faça julgamentos, ofereça água, ajude a reconhecer o lugar (nomear o que observa no ambiente, apoiar os pés no chão, sentar na cadeira, segurar as próprias mãos pode ajudar a diminuir a ansiedade), pedir para nomear onde está e o que percebe no ambiente ajuda a aquietar e oferecer um ponto de atenção e regulação; não fique pegando na pessoa, ela pode necessitar de espaço e se incomodar com toques físicos;  explique quem é você e seu desejo de ajudar; pergunte se tem algo que possa fazer, alguém que possa chamar; deixe a pessoa chorar se ela precisar e fique por perto; ajude a respirar lenta e calmamente. 

Esses primeiros cuidados ajudam a diminuir a magnitude e permitem que a pessoa possa falar e contar o que está acontecendo. Uma escuta acolhedora pode ser fundamental até para ajudar a pessoa a encontrar ajuda especializada.

Escute sem julgamento, sem espanto, sem cobranças, sem culpabilizar a pessoa, não faça promessas que não pode cumprir, não fique se comparando, nem a comparando com histórias de outrem; não critique, não desqualifique o sofrimento (dizendo que ela tem tudo e devia ter vergonha de estar sofrendo); respeite as crenças, a história de vida da pessoa, ajude a perceber que ela já enfrentou situações difíceis antes; auxilie a perceber e identificar quem são as pessoas de rede de apoio que ela pode contar (professores, colegas de trabalho, amigos, vizinhos, lideranças religiosas, profissionais de saúde que a acompanham, familiares, etc), pense junto outras estratégias para solucionar o problema e alternativas de ajuda; fortaleça as coisas boas e os recursos que a pessoa tem. Ajude a identificar qual a necessidade da pessoa naquele momento e o que pode ser feito.

Não pressione para que a pessoa fique bem logo e não busque vantagens pessoais diante da situação; respeite o tempo que a pessoa precisa e busque ajuda caso não consiga oferecer os cuidados sozinho.

Lembre-se que todas as pessoas, mesmo diante da maior crise e sofrimento, possuem recursos protetivos internos que podem ser acionados e utilizados. Auxilie a entrar em contato com os profissionais que a acompanham (caso a pessoa já receba cuidados especializados) ou a encontrar o serviço mais perto que possa ser acessado e, se for possível, a acompanhe até lá. Caso a pessoa esteja melhor, pode acompanhá-la até em casa ou aguardar a chegada de algum parente.

Desorganizar-se, desestabilizar-se não é motivo de vergonha nem de recriminação. Pode acontecer com qualquer pessoa, não é questão de ser forte. Todos temos limites que se forem ultrapassados podem nos vulnerabilizar. E, nesses momentos, ter auxílio para retomar a posse de si é imprescindível. 

*Este texto reflete, exclusivamente, a opinião da autora.

DIÁRIO DO NORDESTE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Ver mais

17 de abril de 2026
Compartilhe a notícia Facebook Twitter Linkedin Whatsapp Gmail Restos mortais de parentes poderão ser removidos. Quase 300 famílias com parcelas em atraso relacionadas à manutenção de […]
17 de abril de 2026
Compartilhe a notícia Facebook Twitter Linkedin Whatsapp Gmail O eterno ‘Mão Santa’ e lendário camisa 14 da seleção brasileira foi um dos principais responsáveis por popularizar […]