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Câmara aprova projeto que exige que polícia peça uso de tornozeleira eletrônica em casos de violência contra a mulher

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

A proposta estabelece que o juiz terá 24 horas para decidir sobre a manutenção ou a revogação da medida. Texto exige que vítima possa acompanhar por dispositivo de segurança eventual aproximação do agressor.

Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) um projeto que obriga a polícia a expedir medida de monitoração eletrônica para agressores de mulheres em casos de risco. O texto vai ao Senado.

A proposta, de autoria da deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), exige que a cautelar seja pedida pela autoridade policial em casos de risco de agressão, conforme o Protocolo Nacional de Avaliação de Risco.

A proposta estabelece que o juiz será terá 24 horas para decidir sobre a manutenção ou a revogação da medida. Caso a autoridade judicial não aceitar a medida, precisará explicar o motivo da negativa.

Além disso, o projeto determina que a vítima possa acompanhar por um dispositivo de segurança eventual aproximação do agressor.

“A proposta reconhece que a presença de uma medida de vigilância constante desestimula comportamentos agressivos e reduz significativamente o risco de reincidência”, afirmaram os deputados em seu relatório.

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Segundo o texto, o dispositivo deverá emitir alerta automático e simultâneo à vítima e à unidade policial mais próxima sempre que o agressor romper o perímetro de exclusão fixado judicialmente.

“Ao instituir mecanismos que aumentam a responsabilidade do agressor e tornam mais rigorosa a fiscalização do cumprimento das medidas judiciais, a iniciativa reforça o compromisso do Estado com a proteção dos direitos humanos e a promoção da dignidade das mulheres”, diz o parecer.

O projeto prevê ainda aumento de pena, de um terço até a metade, quando o descumprimento decorrer da violação das áreas de exclusão monitoradas eletronicamente ou da remoção, violação ou alteração do dispositivo de monitoração sem autorização judicial.

G1

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