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Indústria de polpas de Pereiro amplia capacidade logística em 500% e projeta alta de 22% nas vendas

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

A empresa cearense produz em média, 1,2 mil toneladas de produtos por mês, entre polpas de fruta, açaí, frutas congeladas e sucos prontos.

Criada em 2008 na cidade de Pereiro, a quase 300 km de distância de Fortaleza, a Nossa Fruta Brasil vem aumentando o portfólio de produtos e os investimentos em armazenagem e distribuição.

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Atualmente, a empresa está ampliando em 500% a capacidade do Centro de Distribuição (CD) no Eusébio, a partir do qual o produto é escoado para a Região Metropolitana de Fortaleza e para o litoral oeste do Ceará.

Em entrevista concedida ao Diário do Nordeste durante a I Feira da Indústria Fiec, Pedro Lima, diretor de operações da Nossa Fruta Brasil, explicou que a estrutura do Centro de Distribuição vai passar de 50 para 300 posições-palete, um aumento de 500%, com a construção de três novas câmaras frias no local.

Já a fábrica de Pereiro, segundo Lima, conta com 2 mil posições-palete (unidade de armazenamento) e outras 600 estão sendo construídas. “Estamos aumentando para melhor atender o nosso cliente e reduzir o nosso custo”, disse.

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O diretor também destacou o investimento em frota refrigerada própria, como carreta refrigerada e cavalo mecânico, para compensar dificuldades para a contratação do serviço de frete.

Além disso, Lima aponta que a empresa realiza investimentos fabris constantes, uma demanda da indústria de congelados. No passado, por exemplo, a fábrica de Pereiro ganhou uma nova planta para a produção de sucos.

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Para 2026, a Nossa Fruta Brasil investiu cerca de R$ 1 milhão na construção de um novo túnel de congelamento. “Ele vai trazer um ganho de capacidade produtiva de uns 35% a 40% para o nosso negócio”, afirma.

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Produção anual e projeção de crescimento

Após iniciar no mercado cearense pelo interior do Estado, a Nossa Fruta Brasil — que antes se chamava Brasil Polpas — chegou à Capital em 2017. Hoje, o principal mercado da empresa é a Região Metropolitana de Fortaleza.

Os produtos, porém, chegam a outros cinco estados: Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas.

“Essa é nossa área de atuação, mas o Ceará e o Rio Grande do Norte são os mais representativos dentro do nosso negócio”, explicou o diretor de operações.

Para atender a esse mercado, a Nossa Fruta Brasil produz, em média, 1,2 mil toneladas por mês. Ao ano, o volume se aproxima de 15 mil toneladas de produtos. Para 2026, a projeção é alcançar um crescimento de 22%.

Só as polpas de fruta, carro-chefe da Nossa Fruta Brasil, são responsáveis por uma produção mensal de aproximadamente 800 toneladas.

Para além delas, o mix de produtos da empresa conta com sucos integrais, creme de açaí e frutas in natura congeladas.

Há, ainda, a marca Môa, que foca em produtos mais acessíveis e também traz uma linha de açaí cremoso, sucos prontos e frutas congeladas. Outro item é a batata pré-frita congelada, que a empresa importa e distribui para o mercado nordestino. 

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“Também é o nome do meu avô. A Nossa Fruta é uma empresa familiar, quem toca esse nosso negócio é a minha mãe e o meu tio-avô, então tem muito essa relação com o meu avô, seu Moacir. Ele é uma inspiração para nós”, acrescenta Pedro Lima.

Feira da Indústria

Com o tema “A indústria conectada ao seu dia a dia”, a I Feira da Indústria da Fiec teve início nesta segunda-feira (9) e seguiu até esta terça-feira (10).

​O evento conta com a participação de indústrias dos 39 sindicatos associados à Federação e tem a expectativa de atrair 80 mil pessoas, incluindo lideranças industriais, empresários, estudantes e representantes do poder público, entre outros.

DI´RIO DO NORDESTE

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