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Portugal terá 2º turno na eleição presidencial pela primeira vez em 40 anos, com esquerda e extrema direita

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Nenhum candidato alcançou mais de 50% dos votos no primeiro turno, encerrado neste domingo (18), e eleição presidencial será decidida em nova rodada em 8 de fevereiro

A eleição presidencial em Portugal será decidida em segundo turno, algo inédito no país em quatro décadas.

A votação ocorreu neste domingo (18) após um dia de disputa entre candidatos da esquerda, do centro-direita e da extrema direita. A apuração começou logo após o fechamento das urnas, às 19h pelos horário local.

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Com 99,64% dos votos apurados, o socialista António José Seguro liderou a disputa com 31,14% dos votos, garantindo vaga no segundo turno. O candidato da extrema direita, André Ventura, ficou em segundo lugar, com 23,48%, e também avança para a rodada final. João Cotrim Figueiredo, do centro-direita, ficou em terceiro com 15,99%, ficando de fora da disputa.

Mesmo antes da oficialização completa dos resultados, os dois candidatos comemoraram a passagem para o segundo turno.

Ventura destacou estar pronto para enfrentar o desafio final, enquanto Seguro ressaltou a importância de manter o debate político centrado nas propostas e nas prioridades dos portugueses.

“Hoje, com a nossa vitória, venceu a democracia, e voltaremos a ganhar no dia 8 de fevereiro. Convido todos os democratas e progressistas a se unirem na luta contra o ódio e a discriminação”, discursou Seguro.

O segundo turno está previsto para 8 de fevereiro. A confirmação do novo turno rompe uma tradição que se mantém há 40 anos, período em que todas as eleições presidenciais portuguesas foram decididas já na primeira rodada. O resultado reforça o grau de acirramento da disputa.

Candidato socialista José Seguro vota neste domingo (18), em Caldas da Rainha, em Portugal. — Foto: Pedro Rocha/Reuters

Candidato socialista José Seguro vota neste domingo (18), em Caldas da Rainha, em Portugal. — Foto: Pedro Rocha/Reuters

Cerca de 11 milhões de portugueses foram às urnas para escolher o próximo presidente da República. A eleição ocorreu menos de um ano após as últimas legislativas, que renovaram o Parlamento e definiram o primeiro-ministro. O pleito é considerado um dos mais fragmentados da história recente do país.

Portugal adota um modelo de governo semipresidencialista. O presidente da República é o chefe de Estado e exerce funções majoritariamente cerimoniais. O comando do governo cabe ao primeiro-ministro, que lidera o Executivo.

Em momentos de crise política, no entanto, o presidente passa a ter maior relevância institucional. Ele comanda as Forças Armadas e pode dissolver o Parlamento. Também tem poder para destituir o governo e convocar novas eleições.

Candidato pelo Chega, da extrema direita, André Ventura bebe vinho durante campanha presidencial, em 9 de janeiro de 2026. — Foto: Pedro Nunes/ Reuters

Candidato pelo Chega, da extrema direita, André Ventura bebe vinho durante campanha presidencial, em 9 de janeiro de 2026. — Foto: Pedro Nunes/ Reuters

cargo é ocupado há quase uma década por Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita. Ele ficou marcado por uma postura conciliadora e pela condução do país durante sucessivas crises políticas.

Impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato consecutivo, Rebelo de Sousa convocou o novo pleito e abriu espaço para uma disputa inédita pelo Palácio de Belém.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

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O candidato à presidência de Portugal João Cotrim Figueiredo durante ato de campanha, em 15 de janeiro de 2026. — Foto: Pedro Nunes/ Reuters

O candidato à presidência de Portugal João Cotrim Figueiredo durante ato de campanha, em 15 de janeiro de 2026. — Foto: Pedro Nunes/ Reuters

Freira vota em eleições presidenciais de Portugal, em 18 de janeiro de 2026. — Foto: Pedro Nunes/ Reuters

Freira vota em eleições presidenciais de Portugal, em 18 de janeiro de 2026. — Foto: Pedro Nunes/ Reuters

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