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Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Nesta segunda-feira (12), a líder opositora venezuelana, María Corina Machado, se encontrou com o papa Leão XIV, no Vaticano, e pediu que ele interceda pelos presos políticos e pelo “avanço sem demora” da transição para a democracia na Venezuela.

– Hoje tive a bênção e a honra de poder compartilhar com Sua Santidade e expressar nossa gratidão por seu acompanhamento do que está acontecendo em nosso país – disse a opositora e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, na rede social X de seu Comando Nacional de Campanha.

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E acrescentou:

– Também transmiti a ele a força do povo venezuelano, que se mantém firme e em oração pela liberdade da Venezuela, e pedi que intercedesse por todos os venezuelanos que permanecem sequestrados e desaparecidos.

A audiência entre o pontífice e a líder opositora foi uma surpresa, mas foi confirmada pela Santa Sé em seu boletim diário.

O encontro aconteceu dez dias depois de os Estados Unidos capturarem em Caracas o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, e os levarem para Nova Iorque para serem julgados por narcotráfico.

Machado defendeu a “legitimidade do presidente” Edmundo González Urrutia após “a ação cívica” das eleições de 28 de julho de 2024.

Após o encontro com o papa, a líder opositora também se reuniu com o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, que foi núncio (representante diplomático permanente da Santa Sé) na Venezuela entre 2009 e 2013.

A visita de María Corina Machado ao Vaticano aconteceu após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter falado sobre sua intenção de recebê-la, provavelmente nesta semana.

Leão XIV se referiu em várias ocasiões à crise na Venezuela, a última delas na última sexta-feira (9), durante longo discurso para o corpo diplomático com acesso à Santa Sé.

Nele, o papa pediu que se respeite a vontade do povo venezuelano e se busquem soluções pacíficas, longe de “interesses partidários”.

O Vaticano tem acompanhado atentamente a situação na Venezuela e o jornal The Washington Post publicou na última sexta-feira que o Estado Pontifício teria tentado negociar uma oferta de asilo na Rússia para Nicolás Maduro, antes de sua captura e detenção pelas forças americanas.

*Com informações da Agência EFE

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