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Como acalmar cães e gatos com medo de fogos de artifício no Ano Novo

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Mesmo com leis obrigando uso de fogos silenciosos, o barulho ainda é um problema para os animais.

Os planejamentos para o Réveillon são diversos, desde comemorar na orla da praia até organizar um evento em casa com os amigos. Seja qual for a escolha, o momento da queima de fogos durante a virada acaba estando presente na noite de muitos brasileiros.

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Porém, o alto barulho ocasionado por esse momento pode se tornar um incômodo para idosos, neurodivergentes e animais, transformando uma noite de festa em um mar de preocupações.

Em Fortaleza, a Lei Municipal nº 11.140 proíbe o uso de artigos explosivos que provoquem ruído alto em eventos públicos e em locais privados. Desde 2021, quando entrou em vigor, 682 denúncias foram registradas pela Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), mas apenas seis dos casos foram autuados.

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Pensando na presença ainda constante dos barulhos de explosão desses artigos, o Diário do Nordeste conversou com a médica veterinária Mariana Silva, consultora técnica da Boehringer Ingelheim, para listar maneiras de tranquilizar os animais durante a queima de fogos de artifício. Confira!

O que fazer para acalmar os pets?

Antes da queima

A especialista explica que alguns dos métodos mais eficazes devem começar a ser preparados dias ou semanas antes da noite de Réveillon, como exercitar a dessensibilização, que consiste em uma espécie de “treinamento contra fogos de artifício”.

Para isso, podem-se usar gravações com o barulho desses artigos em volume baixo e petiscos ou brincadeiras como recompensa. “A gente vai utilizar esses sons e vai aumentando o volume, de maneira gradativa, para que o pet vá se acostumando ao longo do tempo, sempre mantendo, obviamente, o animal calmo e confortável”, explica Mariana.

Além disso, é possível combinar outros métodos para trazer mais conforto aos pets durante o momento da virada. Confira, a seguir, outras sugestões da médica-veterinária para preparar para o último dia do ano:

  • Montar um cômodo seguro, com portas e janelas fechadas, cobertores, brinquedos e objetos familiares e de conforto para o pet;
  • Exercitar o animal durante o dia, com brincadeiras, exercícios ou passeios mais longos, para gastar sua energia e deixá-los menos ansiosos mais tarde;
  • Colocar uma coleira identificadora no pet, para prevenir que ele não se perca em caso de fuga no momento dos fogos de artifício.
Cachorro raça beagle na cor de pelagem alaranjada e marrom ao lado de cachorro cinza de pelúcia com orelhas pretas. Ambos estão deitados em uma cama de colcha azul.
Legenda: É importante estar por perto e não forçar interações com o animal.Foto: Shutterstock/Viktorya Telminova.

Durante a virada

Os minutos de queima de fogos são os mais tensos para os animais. Por isso, a médica veterinária reforça que é o momento de o tutor manter a calma e estar sempre por perto do animal.

“O pet costuma sentir a energia que o ser humano está emanando. Então, é muito importante, primeiro, que o tutor mantenha calma, não demonstre nervosismo, porque isso vai aumentar também a sensibilidade do animal”, explica a especialista.

Ela reforça, também, para não forçar interação: “Caso o pet queira se esconder, a gente precisa permitir, porque é uma forma do pet se manter seguro e oferecer distrações”.

Os brinquedos separados antes da queima de fogos podem ser boas distrações para o animal, assim como petiscos e uso de músicas e sons calmos. Em casos mais extremos, os pets podem, ainda, fazer uso de medicamentos, desde que tenha a recomendação de um profissional da área.

E depois?

Apesar do momento de barulho ter passado, é fundamental que os tutores avaliem seus pets durante as primeiras horas e dias do ano. Caso os sinais de estresse permaneçam, ou haja alterações comportamentais, é importante considerar levá-lo para um médico-veterinário.

“No dia e, mais ou menos, uns três dias após, é importante a gente avaliar se esse pet ficou com algum sinal evidente de que ele está com um estresse pós-traumático a essa queima de fogos”, explica Mariana, enumerando a apatia e a perca de apetite como alguns sinais de alteração comportamental.

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Ela recomenda que, se esses sintomas estiverem presentes, o acompanhamento com um profissional da área ou com um comportamentalista deve ser considerado.

Por que há esse ‘medo de barulho’?

Mariana Silva explica que os animais têm uma capacidade auditiva diferente dos humanos, podendo ouvir frequências mais altas de som com maior intensidade. “O barulho dos fogos de artifício que, para nós, já acaba sendo bastante alto, para eles é extremamente intenso e assustador”, diz.

Gato na pelagem cinza amarelada e olhos azuis escondido debaixo de uma coberta azul acizentado, com parte do rosto de fora olhando para frente.
Legenda: A audição dos animais é capaz de ouvir frequências mais altas e em maior intensidade que a dos humanos.Foto: Shutterstock/Julia Naether.

O desconforto ainda é intensificado, também, pela capacidade deles de sentir as vibrações desses artigos explosivos tanto quando estão no solo, quanto quando estão no ar.

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O incômodo auditivo acende um sinal de perigo no animal, que a especialista chama de instinto de “luta ou fuga”. Isso faz o pet liberar hormônios, como adrenalina e cortisol, que levam ao estresse e à ansiedade.

“Esses ruídos altos podem causar danos auditivos que podem, algumas vezes, ser até irreversíveis. Então, é importante levar esse animal ao veterinário para um acompanhamento, e para ter uma acuracidade muito melhor do que precisa ser feito e de quais seriam os próximos passos”Mariana Silva

Médica-veterinária

Cuidado com os mitos

Oferecer doces para acalmar o animal é um mito popular, mas que pode causar mais prejuízos à saúde do pet. Além do chocolate, a médica-veterinária aponta outras situações que devem ser fortemente evitadas:

  • Medicar o animal sem recomendação ou prescrição médica;
  • Cobri-lo por inteiro para tentar abafar o som;
  • Deixar o pet sozinho durante a queima de fogos – o isolamento gera maior insegurança e traumas;

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Lazari.

DIÁRIO DO NORDESTE

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