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Jogo fácil, futuro travado: pesquisa liga apostas em bets ao abandono da graduação

Evando Moreira
Jornalista, fundador, editor, analista político.

Enquanto o sonho do diploma fica para depois, o dinheiro some em apostas on-line e na armadilha do “jogo do tigrinho”. É isso que revela a nova Pesquisa da ABMES com a Educa Insights: quase 1 milhão de brasileiros podem deixar de ingressar na faculdade privada em 2026 porque comprometem parte da renda com apostas virtuais.

O alerta é cristalino: 1 em cada 3 jovens que pretendia começar a graduação em 2025 admite que precisaria parar de apostar para estudar. No Nordeste, quase metade (44%) já conecta diretamente a prática das bets com o adiamento da matrícula. No Sudeste, são 41%.

Se nada mudar, dos quase 2,9 milhões de potenciais ingressantes986 mil devem ficar pelo caminho — engolidos pela roleta virtual. O impacto também atinge quem já está na faculdade: 14% dos alunos em instituições privadas atrasaram parcelas ou trancaram o curso por causa do vício nas apostas — chegando a 17% nas classes B1 e B2.


Perfil de quem perde no jogo — e na vida

Homens, jovens, entre 26 e 35 anos, trabalhadores, com filhos, das classes C e D, quase sempre vindos da escola pública. 52% apostam regularmente — de uma a três vezes por semana. Na classe A, o gasto médio mensal é de R$ 1.210. Entre os mais pobres, R$ 421 fazem falta até na feira, mas vão para o “tigrinho”.

Em comparação com setembro de 2024, o salto é preocupante: o percentual de jovens que apostam toda semana saltou de 42,9% para 52% em apenas seis meses. E cresce quem compromete mais de 10% da renda.


Uma conta cara demais

Para Paulo Chanan, diretor geral da ABMES, “as apostas on-line viraram um obstáculo concreto para o acesso à educação superior no Brasil. É urgente criar políticas públicas que conscientizem e protejam os jovens”.

Enquanto isso, o jogo fácil se alimenta do dinheiro de quem tem pouco — e deixa sonhos universitários pelo caminho. A diversão rápida de uns custa o diploma — e o futuro — de muitos.

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